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Cinema

Crítica: "Predadores Assassinos" não inova, mas diverte o espectador

Filme conta a história de pai e filha presos dentro de casa durante um furacão enquanto são atacados por um grupo de jacarés

Publicado em 30 de Setembro de 2019 às 16:23

Publicado em 

30 set 2019 às 16:23
Depois de “Tubarão” (1975) – o primeiro blockbuster de Steven Spielberg –, os filmes com animais gigantes ganharam o cinema. Seja na série trash “Sharknado”, no longa “Serpentes a Bordo” ou em “Anaconda”, essas obras, mesmo não tendo muita qualidade, ganharam o coração dos fãs ao longo das últimas décadas ao apresentar um cinema mais barato, divertido e que não se levasse tão a sério. Uma das estreias da semana ao lado da ficção científica “Ad Astra”, protagonizada por Brad Pitt, “Predadores Assassinos” chega para mostrar que esse nicho cinematográfico não morreu e ainda pode gerar produções no mínimo divertidas.
Dirigido por Alexandre Aja (de “Piranha 3D”) e produzido por Sam Raimi (“Morte do Demônio”), o filme conta a história de Haley (Kaya Scodelario) que, ao tentar resgatar seu pai Dave (Barry Pepper) durante um furacão, se vê presa em uma casa. O local vai progressivamente inundando e, ao mesmo tempo, a jovem é atacada por um grupo de jacarés gigantes.
PONTOS POSITIVOS
Talvez a maior virtude do longa seja o seu caráter contido. Sendo um filme de câmara, a trama é situada em apenas uma locação, dando um ar íntimo e mais crível à produção, não se permitindo a muitos exageros. Isso obriga o roteiro a ser inventivo e criativo na maneira que lida com os problemas propostos, o que deixa a história até com um ar mais realista.
A urgência dá ritmo à trama e é personificada como o inundamento constante da casa: a água sobe conforme o filme progride, isso faz com que os personagens estejam a todo minuto correndo contra o relógio para se manterem vivos. Dessa maneira a narrativa fica sempre em movimento.
O roteiro, além do ritmo, cria empatia na maneira que retrata seus protagonistas. Pois aqui – diferente da maioria dos filmes de terror – os personagens raciocinam, tendo que usar a lógica para fugir das situações adversas em que se encontram. Esse mérito deve ser creditado também às atuações de Kaya Scodelario e Barry Pepper, que podem não ser as melhores do mundo, mas são convincentes e eficientes o suficiente para atrair a simpatia do público.
Predadores Assassinos Crédito: PARAMOUNT PICTURES/ Divulgação
PONTOS NEGATIVOS
Apesar de tudo, o roteiro não acerta na relação entre o drama e o suspense/ terror, fazendo ambos os gêneros funcionarem individualmente, mas nunca juntos, imprimindo uma falta de unidade e coesão à obra como um todo.
Mesmo com alguns problemas, efeitos meio toscos e diálogos bregas, e não sendo um longa complexo, inovador ou pretensioso, “Predadores Assassinos” consegue evocar o espírito dos filmes de horror do produtor Sam Raimi e entregar o que propõe: uma boa e simples diversão escapista.
*Matéria de Pedro Pimenta

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