Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Opinião da Gazeta

Sobre planos de saúde: prevenir é melhor que remediar

A saída mais inteligente, tanto para empresas, quanto para as próprias pessoas, para fugir do custo elevado, é prevenir as doenças, com ações individuais, mas organizadas

Publicado em 01 de Julho de 2025 às 01:00

Públicado em 

01 jul 2025 às 01:00

Colunista

Plano de saúde
Plano de saúde Crédito: Arquivo/Agência Brasil
O usuário de plano de saúde paga por serviços que certamente prefere nunca ter que usar.  É uma contradição, que deixa  tudo ainda mais complicado por ser um dinheiro que pesa tanto no bolso, comprometendo o orçamento das famílias e afetando também a saúde financeira das empresas.
Os planos de saúde individuais e familiares tiveram recentemente reajuste anual de 6,06%, enquanto  os percentuais dos planos coletivos, que correspondem atualmente a mais de 70% dos usuários do país, são definidos em negociações das próprias operadoras. 
Uma análise do Instituto de Estudos de Políticas de Saúde (Ieps) divulgada  neste domingo pelo jornal O Globo deu uma dimensão ampliada desse impacto financeiro. A alta acumulada dos planos de saúde entre 2006 e 2024 chegou a 327%, enquanto o índice de inflação no mesmo período, medida pelo IPCA, foi de 170%.
Na reportagem, operadoras e Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) reforçam que os preços se relacionam também com a  frequência do uso pelos usuários, o que permite a lógica simples:  a melhor estratégia para fugir dos custos elevados é prevenir as doenças, com ações individuais, mas organizadas, que tenham de fato impacto estrutural.
Tanto para as empresas, que atualmente já chegam a comprometer 15% da folha de pagamento com planos de saúde, quanto para as próprias pessoas é a saída mais inteligente. 
E não é possível prevenir enfermidades apenas apertando um botão: investimentos são necessários, e eles serão revertidos em economia com acionamentos do plano e também com tratamentos e afastamentos de funcionários. Dentro e fora da empresa, os funcionários precisam ser estimulados a adotarem escolhas mais saudáveis de vida, da alimentação à prática de exercícios físicos, passando pela saúde mental. Campanhas de vacinação, acompanhamento de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, e realização de check-ups devem estar dentro de programas que tenham periodicidade e engajamento dos funcionários.
Saúde preventiva é algo que sai mais barato em todos os aspectos, com impactos na produtividade e nos custos para as empresas. Os funcionários também reduzem os gastos nos planos participativos. E, mais importante, é conseguir se manter saudável, com plena capacidade produtiva, sem deixar de aproveitar também a vida fora do ambiente de trabalho.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Aguilar Pigatti, de 64 anos, foi encontrado em uma despensa com várias perfurações
Homem é morto a facadas em casa em São Mateus; suspeita aciona PM e foge
Imagem de destaque
Gato marrom: 6 raças que se destacam pela cor da pelagem
Homem coloca fogo na própria moto após ser abordado pela PM em Domingos Martins
Mãe é intubada e filho é autuado por tentativa de homicídio após incendiar moto no ES

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados