Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Opinião da Gazeta

Nós temos que proteger as Três Santas

As ações do poder público existem, mas estão dando resultados? As punições estão sendo apllicadas e cobradas? São respostas que precisam aparecer

Publicado em 25 de Junho de 2025 às 01:00

Públicado em 

25 jun 2025 às 01:00

Colunista

Operação Três Santas mira fiscalização ambiental nos três municípios
Operação Três Santas faz fiscalização ambiental nos três municípios da Região Serrana Crédito: Divulgação/Governo do ES
Turismo sem sustentabilidade é fadado ao fracasso: simplesmente não tem como crescer e se manter por destruir a razão de sua própria existência, as belezas naturais do lugar. Neste espaço, ontem mesmo, foram abordados os caminhos para o seu fortalecimento no Espírito Santo, que enxerga no setor uma das saídas para superar as perdas do Estado e dos municípios capixabas com a reforma tributária.
E não se pode falar em turismo no Espírito Santo sem olhar para a região das Três Santas — que reúne os municípios de Santa Leopoldina, Santa Maria de Jetibá e Santa Teresa — repleta de atrativos históricos, gastronômicos, econômicos e, principalmente, naturais. Uma região que guarda um verdadeiro tesouro: fragmentos de Mata Atlântica que precisam ser preservados. E quem passeia com regularidade pela região consegue perceber há algum tempo o avanço do desmatamento e dos empreendimentos.
Ora, isso pode parecer desenvolvimento, mas não é. É possível organizar uma expansão imobiliária, sem prejudicar recursos naturais tão significativos para o planeta. É o que chamamos de desenvolvimento sustentável, com zelo ao meio ambiente . É só parar para pensar, no aspecto do turismo, se alguém se interessaria em visitar uma área degradada. E esse é apenas um dos muitos danos provocados pelo desmatamento; há alguns até mais graves, como as tragédias das chuvas, potencializadas pela falta de vegetação. Algo que pode ser evitado com preservação.
Por isso é importante fiscalizar e reprimir esse processo de devastação, como estão fazendo desde esta terça-feira (24) os órgãos ambientais dentro da operação Três Santas. A força-tarefa retorna às três cidades depois de dois anos, quando foi deflagrada pela primeira vez.
Naquela ocasião, em julho de 2023, foram identificadas 39 áreas de desmatamento em reservas legais, assim como terraplanagens em Áreas de Preservação Permanente (APP’s) e queimadas, além da captação irregular de água e fracionamento de imóveis rurais abaixo da parcela mínima permitida por lei. 
As ações do poder público  existem, mas estão dando resultados? As punições estão sendo apllicadas e cobradas? Esse retorno das autoridades de meio ambiente vai ajudar a mostrar.  São respostas que precisam aparecer nos levantamentos, mas também quando se observa a paisagem. As leis ambientais estão sendo constantemente descumpridas, enquanto novos imóveis continuam sendo flagrados a olhos vistos pelo cidadão. Governo estadual, prefeituras e Ministério Público têm um importante papel, que é  realizar essas ações e, principalmente, cobrar e mostrar os resultados.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

3ª edição da Pinheiros AgroShow realizada no ano passado
A evolução de um dos maiores eventos do agronegócio do ES
afecc
Almoço solidário arrecada recursos em prol da Afecc em Vitória
Imagem de destaque
Horóscopo do dia: previsão para os 12 signos em 29/04/2026

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados