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Quanto menor a distância entre Minas e ES, melhor para ambos

Estados vizinhos compartilham interesses e é importante que passem a atuar em bloco, politicamente em Brasília, na defesa dessa agenda comum

Publicado em 18/02/2020 às 05h00
Atualizado em 18/02/2020 às 05h01
Fotos de queda de barreira na BR 262: conexão entre Minas e Espírito Santo precisa ser modernizada. Crédito: Kaique Dias
Fotos de queda de barreira na BR 262: conexão entre Minas e Espírito Santo precisa ser modernizada. Crédito: Kaique Dias

Plano Estratégico Minas Gerais e Espírito Santo, lançado nesta segunda-feira (17), é uma aliança importante, com possibilidade de voos mais altos de desenvolvimento logístico e de infraestrutura para os dois Estados. Os vizinhos compartilham interesses e é importante que passem a atuar em bloco, politicamente em Brasília, na defesa dessa agenda comum.

Juntos, os governos dos dois Estados e suas respectivas federações da indústria (Fiemg e Findes) almejam destravar a duplicação da BR 262, emperrada principalmente pelas dificuldades de consolidar a concessão. É acertadamente uma prioridade, com propostas que ainda carecem de ajustes.

A BR 262, usando um eufemismo, é uma rodovia peculiar. Um traçado ultrapassado, sinuoso e perigoso, que impõe limites de velocidade baixos para garantir alguma segurança a quem trafega por ela. E tempo, em logística, não é só dinheiro, é também competitividade. No fim do ano passado, este jornal mostrou a rodovia à beira do colapso. Qualquer melhoria, portanto, exigirá investimentos em projetos mais ousados, de execução e engenharia mais arrojadas.

São projetos e obras com potencial de investimentos de R$ 56,5 bilhões. Outros gargalos logísticos também aparecem com destaque nas metas do grupo, como a implementação das ferrovias EF-118 (Vitória ao Rio) e 354 (Rio a Luizlândia do Oeste/MG). O novo mercado de gás pode impulsionar a construção de um gasoduto ligando Porto Central, em Presidente Kennedy, a Belo Horizonte. As obras de infraestrutura contempladas irão movimentar o mercado de trabalho, com potencial de criação de 11,5 mil empregos no Espírito Santo.

Minas e Espírito Santo também vão se mobilizar para a aprovação da regulamentação de um novo regramento para parcerias público-privadas (PPP) na área de saneamento. O objetivo principal é o tratamento de esgoto dos municípios cortados pela Bacia do Rio Doce, que nasce em terras mineiras e atravessa o território capixaba.

As tragédias recentes da mineração, que afetaram a economia dos dois Estados, mostram como há uma conexão indissociável entre ambos.  Com uma atuação que não fique somente no plano das intenções, essa parceria tem tudo para ser fértil. Quanto menor a distância entre Minas e Espírito Santo, melhor para ambos.

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