É alvissareira para o futuro da produção de petróleo no Espírito Santo a aprovação de estudos geológicos e econômicos relativos ao bloco exploratório Oeste de Jubarte, na Bacia de Campos, pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), como informado pelo colunista Abdo Filho.
Afinal, não faz muito tempo tratamos neste mesmo espaço do declínio da curva de crescimento da produção de petróleo em território capixaba, com previsão de chegar ao fim em 2027. E as atividades exploratórias, destinadas à descoberta de novas jazidas, também entraram em decréscimo desde 2015.
A perspectiva de estender as fronteiras exploratórias com esse bloco de aproximadamente 690 km², já classificado como de elevado potencial exploratório, pode encerrar um hiato de novos projetos. A estimativa, pelos estudos da ANP, para a área é na ordem de dezenas de milhões de barris de óleo equivalente.
Além desse novo horizonte que se avista, a Prio e a Petrobras adquiriram novos blocos no litoral Sul do Estado, no leilão realizado pela ANP em 7 de abril, o que vai aumentar a produção local. Vale lembrar que, em 2025, o Espírito Santo, após seis anos, voltou a ser o segundo maior produtor de petróleo do Brasil.
Os movimentos são importantes para a economia capixaba, visto que o setor é responsável por cerca de 25% Produto Interno Bruto (PIB) industrial capixaba. O que não pode ficar fora do radar é, além do processo inevitável de transição energética, a diversificação produtiva.
Quanto mais dinamismo econômico, menor será o impacto do fim do ciclo do petróleo. É preciso comemorar as novas perspectivas, mas se preparar para o futuro.
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