Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Editorial
  • Adolescentes e o crime: precisamos de um debate sério sobre o problema
Opinião da Gazeta

Adolescentes e o crime: precisamos de um debate sério sobre o problema

Qualquer decisão precisa vir acompanhada de discussão e estudo, envolvendo a sociedade. Sem pressa e sem pressão

Publicado em 16 de Outubro de 2026 às 05:00

Públicado em 

16 out 2026 às 05:00
Redação de A Gazeta

Colunista

Redação de A Gazeta Redação de A Gazeta
Operação ’Desconectado’ apreende adolescente suspeito de integrar organização criminosa digital
Adolescente apreendido Divulgação | Polícia Civil

Informação é o que deve guiar qualquer ação governamental. Os dados do Observatório Digital da Socioeducação sobre os registros infracionais que levaram a apreensões de adolescentes no Espírito Santo, entre os anos de 2020 e 2025, têm um valor estratégico para gestores e legisladores no enfrentamento dessa mazela social.


Como informado por Vilmara Fernandes em sua coluna, 56,7% dos 10.475 atos infracionais registrados no período foram relacionados ao tráfico de drogas (31,1%) e a crimes contra o patrimônio (25,6%), como furtos, roubos e danos, quando somados. 


Os crimes contra pessoas (lesões e ameaças) corresponderam a 15% dos casos, enquanto posse e porte de armas ficaram com 8%. Tentativas de crimes contra a pessoa foram 5%.


O Brasil precisa de um debate sério sobre a criminalidade entre adolescentes que não descambe para soluções imediatistas e populistas. Qualquer decisão precisa vir acompanhada de discussão e estudo, envolvendo a sociedade. Sem pressa e sem pressão.


É uma agenda sensível e multissetorial, que envolve segurança pública, mas também educação, empreendedorismo, esporte, cultura e lazer, e os dados, que nesse caso refletem somente a realidade capixaba, ajudam a iluminar o caminho: o tráfico de drogas é uma porta que se abre quando as oportunidades se fecham.


Jovens são aliciados pelas facções e acabam seguindo um roteiro de internações socioeducativas e, no pior dos casos, morte. A criminalidade exerce um magnetismo que precisa ser transferido para a educação transformadora, que pavimente um futuro de realizações profissionais. 


O Estatuto da Criança e do Adolescente (Ecriad) faz uma distinção técnica ao não se referir a crimes, mas a atos infracionais, quando cometidos por menores de idade. É uma proteção válida à infância e à adolescência. Mas, na prática, sobretudo para as vítimas, isso acaba não fazendo diferença. 


É por essa razão que é preciso encontrar um consenso na sociedade com medidas mais eficazes para blindar os adolescentes do crime. Para tanto, é preciso entender o fenômeno, e encará-lo com políticas públicas que sejam, acima de tudo, preventivas. Dados como os citados aqui são indispensáveis para construir essa solução.


LEIA MAIS EDITORIAIS

Deputados estaduais dão mau exemplo com aprovação de emendas impositivas

A lei e a ordem precisam mostrar que são mais fortes que as investidas do tráfico

Câmeras nas ruas devem continuar sendo um investimento em segurança pública

Mudança de hábitos: medo não pode continuar determinando as escolhas das mulheres

Eleitos pelo ES: interesses dos capixabas devem ser soberanos

Redação de A Gazeta

Redação de A Gazeta Redação de A Gazeta

Fique por dentro das últimas notícias do Espírito Santo, do Brasil e do mundo com a redação de A Gazeta

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
PP e Da Vitória desembarcam de vez do palanque de Ricardo e Casagrande
Imagem de destaque
Tarot do dia: previsão para os 12 signos em 16/10/2026
Incêndio atinge teatro do Sesi em Jardim da Penha
A torcida pelo rápido retorno do Teatro do Sesi

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados