No final de setembro, o Espírito Santo chegou à marca de 900 prisões por reconhecimento facial desde o início da operação do Núcleo de Intervenções Rápidas (NIR), em junho de 2025. A foragida era uma mulher de 35 anos, flagrada por câmeras com a tecnologia no Terminal de Itaparica, em Vila Velha, com um mandando de prisão após condenação por lesão corporal, roubo e furto qualificado.
O número significativo de prisões é uma vitória contra a impunidade e, por consequência, um obstáculo para criminosos. Quem tem pendências com a Justiça não pode mais circular incólume pelos pontos monitorados na Grande Vitória, já que a identificação é possível até quando a pessoa está de óculos ou mudou o visual. Isso faz diferença: um crimin
É um caminho sem volta, com investimentos em tecnologia que estão dando retorno. Uma reportagem de Alberto Borém para o Gazeta Meio Dia nesta semana mostrou que há 20 anos o Centro de Vitória recebia câmeras de segurança pela primeira vez, enquanto os 12 ônibus considerados mais perigosos do Sistema Transcol também passaram a ser monitorados.
Atualmente, além dos totens de segurança, dos cercos eletrônicos, das câmeras com identificação facial, as autoridades de segurança também contam com os monitoramentos particulares, nesses casos solicitados após as ocorrências. A vida pública é monitorada o tempo todo, mas Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) pode ser usada para coibir abusos nos casos que extrapolem a finalidade legítima de segurança.
Com o passar do tempo, a sociedade tem mostrado capacidade de usar as imagens como estratégia de segurança pública sem ultrapassar as barreiras da privacidade. Esse controle social precisa continuar sendo feito, com o uso e a criação de novas leis, caso necessário. Abusos não podem ser justificados pelo necessidade do uso.
A estratégia tem dado certo e deve continuar sendo estimulada com investimentos, acompanhando os avanços tecnológicos. As câmeras inteligentes não apenas ajudam a prender, mas a fiscalizar, como no caso do trânsito. São os olhos da lei aonde ela não conseguiria chegar.
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