A definição do segundo turno precisa pautar um cenário de civilidade tanto entrre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na corrida presidencial, quanto entre Lorenzo Pazolini (Republicanos) e Ricardo Ferraço (MDB) na disputa pelo governo do Espírito Santo.
Parece óbvio, mas é algo que precisa ser reforçado quando os antagonismos estarão mais à flor da pele. O exemplo dos candidatos se reflete no eleitorado. O acirramento da disputa está mais evidente, mas isso deve ser mantido no campo das ideias, sem discursos violentos, ofensas e agressões. É possível ser incisivo numa campanha sem descer o nível.
O avanço da direita já confirmado na Assembleia Legislativa e no Congresso redesenha o jogo de poder. Isso já está dado no primeiro turno. As forças políticas que continuam em disputa precisam encontrar um campo livre para propor o país e o estado que querem para os próximos quatro anos.
Há demandas de sobra a serem colocadas na mesa, com as devidas propostas elencadas por cada candidato. Tanto em nível nacional quanto local, há problemas que estão esperando tempo demais para serem resolvidos, mesmo que muitas vezes não pareça, o eleitor quer seriedade. O segundo turno é a oportunidade perfeita para aprofundar os temas que mais afligem a população.
O eleitor tem o direito democrático de fazer suas avaliações e escolhas baseado nos pontos que achar mais relevante, e por isso mesmo a responsabilidade de cada candidato em fazer suas intenções serem perfeitamente entendidas é tão grande. O Brasil e o Espírito Santo não podem perder essa chance de aprimorar o debate.
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