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Opinião da Gazeta

Como se proteger das fake news às vésperas das eleições

Não se pode contar apenas com o cidadão mobilizado nesse campo de batalha em que não há trégua

Publicado em 30 de Setembro de 2026 às 05:00

Públicado em 

30 set 2026 às 05:00
Redação de A Gazeta

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Redação de A Gazeta Redação de A Gazeta
Celular e fake news
Celular e fake news Shutterstock

Ninguém pode dizer que é uma tarefa simples se proteger contra a desinformação, dá um certo trabalho, mas as ferramentas estão todas à mão de pelo menos 90,5% da população brasileira que, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua do IBGE, usam internet no Brasil.


É mais do que a alfabetização digital, porque em períodos eleitorais até o cidadão mais familiarizado com tecnologia e informação pode ser enganado por fake news, que começam a circular, na maioria das vezes intencionalmente, para desestabilizar o processo eleitoral. Às vésperas das eleições, a círculação desses conteúdos tende a crescer. Toda atenção é pouca.


Uma conscientização coletiva que mostre que uma busca atenta na internet pode trazer respostas sobre a veracidade do que é divulgado é mandatória, para estancar as vulnerabilidades. E o jornalismo tem um papel fundamental nesse processo, com sua apuração rigorosa para determinar o que é verdadeiro ou falso e levar esse resultado ao grande público. 


Mas não se pode contar apenas com o cidadão mobilizado nesse campo de batalha em que não há trégua. As vias intitucionais da Justiça devem se colocar como obstáculo para a impunidade de quem promove voluntariamente a desinformação. Durante a campanha, o Tribunal Superior Eleitoral deve exercer esse papel com isenção.


O eleitor pode fazer a sua parte diante de notícias que surgem e se espalham cercadas de controvérsia em perfis sem credibilidade, buscando a confirmação em sites jornalísticos. A ação individual, quando se dissemina, certamente reduz os danos e passou a ser vital na vida em sociedade, mas não tira a responsabilidade institucional de quem deve proteger o processo eleitoral.


E cabe também a reflexão: candidatos que orientam campanha pela mentira não merecem atenção do eleitor. Se usa informação falsa para convencer o voto, o que pode fazer com um mandato nas mãos?

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