Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Editorial
  • Presídios no ES: gestão é parte crucial da segurança pública
Opinião da Gazeta

Presídios no ES: gestão é parte crucial da segurança pública

Já faz algum tempo que o problema da criminalidade não se encerra na prisão, pelo contrário

Publicado em 23 de Setembro de 2026 às 05:00

Públicado em 

23 set 2026 às 05:00
Redação de A Gazeta

Colunista

Redação de A Gazeta Redação de A Gazeta
Presídio
Presídios no Espírito Santo são administrados pela Sejus Divulgação | Secretaria de Justiça do Espírito Santo

Embora a administração dos presídios no Espírito Santo seja responsabilidade da 

Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) e não da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp), essa gestão está intrinsecamente ligada ao sucesso de qualquer estratégia de segurança pública não só no Estado, como no país. A sinergia é essencial.

Já faz algum tempo que o problema da criminalidade não se encerra na prisão, pelo contrário. O fortalecimento de organizações criminosas nacionalmente é a prova disso, e o encarceramento não impede que haja uma liderança intramuros a comandar as ações nas ruas. O desafio é descomunal e vai exigir do futuro governador decisões consistentes para resolver, entre outros problemas, a superlotação.

Em 28 de agosto, como mostrou a coluna de Vilmara Fernandes, a população carcerária capixaba era de 26.642 pessoas, sendo 15.577 vagas. A distribuição dos detentos na ocasião era a seguinte: 9.590 são presos provisórios, que ainda não receberam condenação; 4.908 estão no regime semiaberto; e 12.144 já foram condenados e estão no regime fechado.

A sociedade é a parte mais interessada na resolução dessa equação, mesmo que alguns setores perpetuem um revanchismo: quanto pior para o preso, melhor para todos. Mas é na confusão e no descontrole de uma prisão superlotada que a criminalidade não desperdiça as oportunidades de se enraizar. 

São as pessoas do lado de fora que correm risco com um sistema prisional caótico. Os presos podem fugir do controle, inclusive mantendo a comunicação com o meio externo e ordenando crimes. Não se quer aqui passar a mão na cabeça desses criminosos, que devem ser punidos com o rigor da lei. O que não pode acontecer é serem simplesmente encarcerados e esquecidos, transformando prisões em bombas-relógio. Um sistema que vive na tampa é um risco para a sociedade.

Nos presídios capixabas, há quase 4 mil integrantes de facções criminosas, sendo que a identificação é feita no momento em que o preso ingressa no sistema e faz sua autodeclaração. Uma situação que tem impacto na segurança interna, exigindo cada vez mais uma atuação eficiente da Polícia Penal. 

O governo do Estado está à frente, como gestor de um sistema muitas vezes desconsiderado pelo eleitor como digno de atenção. Mas, ao lado dos candidatos ao Executivo, os pleiteantes aos cargos legislativos em nível estadual e federal também têm nas mãos a obrigação de não negligenciar os presídios, caso sejam eleitos.


LEIA MAIS EDITORIAIS

Um teste de propostas para o governo do ES

Acordo do Rio Doce está só começando e vai exigir governança

Roubos, furtos e golpes precisam estar na mira dos candidatos

Transição energética no ES não é questão de escolha

Saúde pública no ES e o desafio da redução das desigualdades regionais

Redação de A Gazeta

Redação de A Gazeta Redação de A Gazeta

Fique por dentro das últimas notícias do Espírito Santo, do Brasil e do mundo com a redação de A Gazeta

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Por que os candidatos a presidente querem construir mais data centers no Brasil
Imagem de destaque
Tarot do dia: previsão para os 12 signos em 23/09/2026
Por que a transmissão de herança ainda é tão pouco discutida?
Sucesso não garante continuidade: o que falta às empresas familiares brasileiras?

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados