A redução da dependência do uso de combustíveis fósseis encontra no Espírito Santo um exemplo didático: não se trata apenas de uma necessidade imposta pelos desafios ambientais globais, mas também de estratégia diante da entrada na curva descendente do ciclo do petróleo no Estado.
É nesse contexto que os candidatos nas eleições de outubro, independentemente do cargo almejado, devem ter em mente que o processo de transição energética é inevitável para o futuro do desenvolvimento regional. Não estar preparado para encarar este novo mundo é inaceitável.
Uma rota da qual não é possível desviar, com a imposição de um planejamento que vai exigir conhecimento e inovação. Pesquisa e mercado trabalhando juntos na escolha dos melhores caminhos.
O Espírito Santo deve se orientar por dados concretos sobre energia limpa, infraestrutura e cadeias produtivas para a tomada de decisões. Energia solar e eólica, hidrogênio verde, biomassa... é preciso conhecer e reconhecer as melhores oportunidades.
A transição energética é um processo gradual, mas decisões já devem começar a ser tomadas para se desenhar um futuro de baixo carbono. O Espírito Santo tem a oportunidade de aproveitar sua infraestrutura logística e industrial para promover uma remodelação energética.
Seguindo esse caminho, a diversificação da matriz energética também se torna um diferencial competitivo, com capacidade de atração de investimentos. O compromisso ambiental é a essência para a diversificação e a sofisticação da economia capixaba. Tudo no seu devido tempo, mas sem postergar decisões que já precisam ser tomadas.
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