Esta é mais uma eleição em que a educação acaba sendo uma das palavras mais repetidas pelos candidatos, mas tantas vezes desprovida de propostas concretas, que saiam das generalizações.
Um compromisso que não cabe somente aos pleiteantes ao governo, com a responsabilidade de investir e executar políticas públicas para melhorar a qualidade, mas também aos que querem uma vaga em um dos cargos no Legislativo.
É a lição mais importante para cada um deles: como, dentro de suas atribuições, podem fazer o acesso à educação se tornar atrativo para uma geração que já encara tantas transformações? Como inspirar o conhecimento como ferramenta para o desenvolvimento pessoal e social? Como manter o aluno na escola? São respostas para perguntas assim que precisam ser buscadas incessantemente, cercadas pelas opiniões de especialistas e profissionais da área.
O alcance transformador da educação é comprovado, a sala de aula tem o poder, para ficar no exemplo mais dramático, de manter adolescentes longe da criminalidade. E, enquanto isso, um país inteiro perde ao não conseguir formar seu capital humano.
As dinâmicas do trabalho estão passando por uma revolução, protagonizadas pelo avanço da inteligência artificial e da automação, e precisam encontrar profissionais preparados, com competências digitais, mas também capazes de formularem um pensamento crítico e racional, com portas abertas para a criatividade.
O ensino público precisa acompanhar essa evolução educacional para formar o cidadão e o profissional do futuro. Um não vive sem o outro.
É preciso ter a ambição de produzir resultados com indicadores ainda melhores e maiores, e com reflexos concretos na vida das pessoas. Há muito a ser feito. A educação precisa ser tratada como prioridade para além dos discursos.