As perspectivas mais recentes para a concessão da EF 118, ferrovia que vai ligar Santa Leopoldina (ES) a Nova Iguaçu (RJ) em duas etapas, apontam para o lançamento de um edital neste mês de outubro, o que será apenas o pontapé inicial para um processo com muitas fases e burocracia que vão exigir do próximo ocupante do Palácio Anchieta uma atuação firme, na defesa dos interesses do Espírito Santo. É um projeto verdadeiramente prioritário.
Não é por pouco, a construção dessa ferrovia tem relevância estratégica para as ambições logísticas do Estado no contexto da reforma tributária.
Seu traçado vai consolidar um novo eixo ferroviário no Sudeste do país que vai se conectar aos modais do Parklog Sul, hub logístico já lançado oficialmente para potencializar a economia do Sul capixaba.
Governador e bancada capixaba em Brasília, a serem eleitos no próximo domingo (4), serão atores desse processo que, espera-se, começa com o edital da obra. O histórico do projeto mostra alguns altos e baixos, como o impasse já superado com a Vale, desde o fim da última década e precisa finalmente ganhar tração.
Com os novos escolhidos, o Espírito Santo precisa estar preparado para a briga, no sentido de defender seus próprios interesses em Brasília. Esse upgrade na infraestrutura ferroviária, aliado à localização estratégia do Estado, tem o potencial de colocar a logística e o comércio exterior em um novo patamar.
Tudo começa com o edital, que já havia sido anunciado anteriormente para março deste ano, e agora a nova promessa ficou para outubro. O que se espera é que comece a sair do papel, o quanto antes. Lutar pelo bom andamento das obras da EF 118, quando elas começarem, é aproximar o Espírito Santo de um futuro promissor. É isso que o eleitor espera de seus eleitos.
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