As urnas deram na noite deste domingo (4) respostas objetivas ao Espírito Santo e ao Brasil, e daqui para frente as corridas ao governo do Estado e à presidência da República se afunilam, em sua etapa final. O que deve estar cristalizado na cabeça de cada um dos candidatos que seguem na disputa é que essa divisão imposta pelas regras eleitorais tem data para acabar, em 25 de outubro.
Temos já escolhidos senadores e deputados — estaduais e federais. Também no terreno legislativo, essa convocação à união continuará se dando pelo debate de ideais e propostas, mas não se enganem: as diferenças estão nos caminhos para se atingir os resultados, não em seu fim, que é acima de tudo melhorar a vida das pessoas. A atuação na vida pública, no fim das contas, se resume a isso. Ou pelo menos deveria resumir.
O que também vale para governador e presidente eleitos: ambos governam para todos, mesmo aqueles que não os elegeram. Adversários políticos seguirão sendo adversários, mas quem chega ao poder precisa se despir de sua persona eleitoral e assumir a postura de estadista. Na presidência, defendendo os interesses dos brasileiros, como coletividade, trabalhando consensos. No governo do Estado, fazendo o mesmo pelos capixabas.
A orientação do mandato tem de seguir as demandas reais das pessoas, independentemente de quem votou ou não. A população conta com essa responsabilidade cívica e política, a própria democracia depende desse compromisso de quem for escolhido pelas urnas. Os escolhidos vão liderar um projeto de nação, não só internamente, mas no diálogo com outras lideranças internacionais.
Na presidência, se acentuam as diversidades individuais e as divergências regionais, mas não pode haver deslize ou omissão: Brasília deve estar atenta a todos os brasileiros, sem distinção. As carências e urgências estão todas visíveis, de uma educação que ainda é incapaz de uma transformação social perene na formação do capital humano, aos obstáculos para os investimentos e ao empreendedorismo que gera riquezas. Da saúde pública que ainda falta à insegurança imposta pela criminalidade.
Os desafios são complexos e se interrelacionam, e os governantes devem direcionar suas ações para dar respostas concretas para esses problemas que afetam a vida real. A população quer prosperidade. E os governantes têm o papel fundamental de encabeçar políticas públicas voltadas para o povo, não para atender apenas determinados segmentos. Governar é bem diferente de fazer campanha, se voltando apenas para os convertidos. Temos um segundo turno pela frente, mas os candidatos devem entender isso desde já.
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