São 42 nomes que saíram das urnas do Espírito Santo neste 4 de outubro e já estão com a chancela popular nas mãos para fazer a diferença para capixabas e brasileiros nos próximos quatro anos (oito, no caso dos dois senadores eleitos).
Cada um desses deputados estaduais e federais, além dos senadores já citados, devem sentir desde já o peso da responsabilidade que passam a carregar. A política não pode ser tratada como um aventura, essa é a primeira lição a ser encarada quando forem empossados, em 1º de fevereiro de 2027.
O apelo pelo engajamento dos novos legisladores é mais do que justo. São as decisões que partem dos plenários que fazem os governos caminharem, e o protagonismo especialmente do Congresso nesse sentido tem sido inequívoco. A começar pelas decisões tomadas no ciclo orçamentário: tanto no Estado quanto no país são encaminhamentos cruciais para as entregas esperadas pela população.
Deputados federais e senadores se veem imersos nos recursos bilionários das emendas parlamentares, destinadas aos seus redutos eleitorais. O Congresso ganhou ainda mais influência política e tem sido cobrado por mais transparência nessa gestão, que vai continuar se impondo à nova legislatura como um desafio técnico, político e ético.
A eleição trouxe uma oxigenação nos quadros que podem ser uma oportunidade de buscar caminhos novos para problemas velhos e persistentes. Na Assembleia, foram 16 deputados novatos eleitos, enquanto na Câmara Federal, a renovação foi de 70%. No Senado, não houve reeleição para as duas vagas.
A polarização continua sendo um cenário inescapável com as novas composições nacionais e estadual, como mostram os resultados das urnas. Chegou a um ponto que parece utópico pedir mais racionalidade, lembrando que a política trabalha pela construção de consensos que beneficiem a população.
Mais uma vez, não custa repetir: os parlamentares deixam de fazer campanha e passam a fazer política quando assumem seus cargos. Saúde, educação, infraestrutura, cidadania, segurança pública... há muito trabalho a fazer para construir um país com mais oportunidades. Os interesses coletivos devem ser soberanos.
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