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Coluna Abdo Filho

Curva do petróleo confirma que o ES precisa olhar para novos horizontes

O Espírito Santo está pendurado na maravilha produtiva que é o campo de Jubarte, no Litoral Sul, em operação desde o começo dos anos 2000, e, por ora, não há outra carta na manga

Públicado em 

15 abr 2026 às 03:00
Abdo Filho

Colunista

Abdo Filho

Anna Nery
Navio-plataforma Anna Nery, da Petrobras, na Bacia de Campos Crédito: Carlos Alberto Silva
A curva de crescimento da produção de petróleo no Espírito Santo é curta: vai só até 2027. Por características próprias da indústria, nem é incomum que sejam mesmo curtas (a do Brasil, por exemplo, começa a cair no início da próxima década), o maior problema capixaba, na verdade, é outro. É a falta de perspectivas de novos campos produtores entrarem em atividade para suprirem a decadência natural dos antigos. O Espírito Santo está pendurado na maravilha produtiva que é o campo de Jubarte, no Parque das Baleias, em operação desde o começo dos anos 2000, e, por ora, não há nada que possa alterar este cenário.
Lançado nesta terça-feira (14), o Anuário da Indústria do Petróleo e Gás Natural do Espírito Santo, feito pelo Observatório da Federação das Indústrias do Espírito Santo, revela o cenário futuro com incômoda eloquência. Em 2025, a produção média diária de petróleo no Estado ficou em 192,9 mil barris. Em 2027, a expectativa é bater em 248,4 mil barris/dia e, a partir de 2028, a tendência já é de encolhimento. Quase 70% (68,7%) dos campos capixabas em produção são classificados como maduros: em estágio avançado do ciclo produtivo e com declínio natural das curvas de produção.
A situação mais preocupante está na fase anterior, na exploração. Em 2025, foram perfurados 14 poços no Estado, 51,7% abaixo do registrado em 2024, isso em um cenário em que o padrão de exploração já vem bem abaixo do que era feito até meados da década passada. Não houve nenhuma notificação de descoberta de hidrocarbonetos. Na visão dos técnicos da Findes, "caso o quadro persista, o movimento poderá sinalizar um ciclo menor de dinamismo exploratório nos próximos anos, com predominância de investimentos voltados à sustentação da produção já estabelecida". A desaceleração nas atividades exploratórias de petróleo e gás natural impacta a recomposição das reservas do Estado. De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, elas fecharam 2024 em 1,2 bilhão de barris, 1,8% a menos que no ano anterior.
Diante do cenário, o presidente da Findes, Paulo Baraona, utilizou quase todo o tempo de seu discurso no lançamento do Anuário para chamar a atenção para atividades ligadas à indústria do petróleo. "Os campos de petróleo estão amadurecendo em todo o país. Estamos vivendo a oportunidade de sermos pioneiros com o descomissionamento de plataformas e o avanço de projetos de Captura, Transporte e Armazenamento de Carbono. São atividades que podem transformar positivamente a economia, a infraestrutura, a arrecadação e a geração de emprego e renda no Estado".
Importante sempre lembrarmos que a indústria do petróleo responde por algo perto de 25% do PIB (Produto Interno Bruto) industrial capixaba e gera enorme renda para Estado e municípios via impostos, royalties e participações especiais. Portanto, um pouso suave é para lá de recomendado.

Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

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