De 2023 para cá,
a oferta de área em galpões logísticos de alto padrão cresceu 141% no Espírito Santo (destacadamente na Grande Vitória): de 580 mil metros quadrados para 1,4 milhão de m². Apesar do forte avanço, o espaço vago, a chamada vacância, está entre 3,8% e 4%, abaixo dos 6,43% de média nacional. Os dados referem-se ao primeiro bimestre de 2026 e são da capixaba AEX Inteligência Construtiva.
Diante de dados tão interessantes, os investimentos em novas áreas logísticas seguem acelerados no Estado. O mesmo levantamento aponta para 685 mil metros quadrados de novos empreendimentos em construção. Um aporte total que se aproxima de R$ 2 bilhões. Assim, o Espírito Santo deve, muito em breve, ultrapassar Pernambuco e tornar-se o quarto maior mercado logístico do Brasil. Os pernambucanos têm 2,1 milhões de m² em galpões classe A, mas a vacância está em 11%, portanto, a expectativa é de um volume menor de investimentos.
O fim dos benefícios fiscais, fundamentais para a alavancagem desse negócio no Espírito Santo, marcado para 2032, preocupa todo o segmento, mas há mudanças relevantes no horizonte que fazem o vento ficar mais favorável: avanço forte do e-commerce (principal vetor de absorção de áreas), fortes investimentos em portos e boa localização (o Espírito Santo tem tudo para atender o corredor Sudeste/Nordeste e exportação).