Com trajetória iniciada em 1995, no setor metalmecânico, mas com o nome marcado no mercado de petróleo, a capixaba, de Fundão, Columbia, de olho em uma expansão para o Oriente Médio, passou a se chamar Sião Petróleo. "É um nome muito forte na região, para todas as religiões, por isso optamos pela mudança. Sião e Columbia são a mesma empresa", explica Marcos Pegoretti, fundador da companhia. Na bíblia, frequentemente "Monte Sião" refere-se a Jerusalém, cidade muito relevante para o judaísmo, o cristianismo e o islamismo.
Explicada a mudança, vamos aos negócios. A Sião Petróleo é uma grande fornecedora da indústria do petróleo desde 1999. Entre as suas soluções estão o STIS (Super Thermal Insulation System), que usa calor para a retirada de óleo pesado dos poços, e o PIOP (Pipe Increase Oil Production), que impede a troca de calor na tubulação durante a passagem do petróleo, impedindo a formação de parafina, que, quando ocorre, atrapalha muito os trabalhos.
"São sistemas que podem ser usados na Venezuela, onde o petróleo é muito pesado, e no Oriente Médio, onde faz frio, em determinadas épocas do ano, em grandes regiões produtoras. O resultado é maior estabilidade operacional e incremento efetivo na produção. Os dois sistemas são patenteados e entregam enorme aumento de eficiência, sendo largamente usados aqui no Brasil. Estamos muito confiantes na ampliação do nosso mercado", assinalou Marcos Pegoretti. “Nós entendemos que a guerra nunca é algo desejável. No entanto, no cenário pós-guerra surgem possibilidades de reconstrução e retomada. Estaremos preparados para ajudar as empresas a recuperar seus patamares de produção com eficiência e tecnologia”.
Deixado um tanto quanto de lado nas últimas duas décadas, por causa da alta demanda do setor de óleo e gás, o lado metalmecânico da Sião Petróleo vai voltar. Pegoretti está, entre outras coisas, de olho na demanda dentro do Espírito Santo. "Vamos acelerar a parte industrial porque a conjuntura pede. Estamos vendo grandes obras sendo anunciadas, petroleiras antecipando projetos e uma nova fronteira de exploração, que é a Margem Equatorial. Veja o caso do anúncio da GWM para Aracruz. É para este tipo de notícia que estamos olhando. Temos um escritório em Macaé (RJ) focado na expansão do petróleo. Temos uma linha de produção em Fundão e duas na Serra. As coisas estão caminhando com muita velocidade, estamos preparados", disse Pegoretti.