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A conversa da presidente da Petrobras com o Porto Central

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, esteve em Vitória para participar de um evento organizado pela Federação das Indústrias do Espírito Santo

Vitória
Publicado em 25/03/2026 às 18h31
Renato Casagrande e Magda Chambriard, presidente da Petrobras
Renato Casagrande e Magda Chambriard, presidente da Petrobras. Crédito: Giovani Pagotto/Secom-ES

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, esteve, nesta quarta-feira (25), em Vitória para participar de um evento organizado pela Federação das Indústrias do Espírito Santo. Antes, foi ao Palácio Anchieta comer uma moqueca a convite do governador Renato Casagrande. Lá, conversou com empresários sobre as necessidades da Petrobras e as oportunidades que se abrem para os fornecedores locais. Chambriard gostou do que ouviu sobre o Porto Central, que está sendo construído em Presidente Kennedy, litoral Sul capixaba.

Nos próximos cinco anos, a Petrobras vai investir US$ 9,7 bilhões na desmobilização de plataformas antigas. Mais de R$ 50 bilhões. Nos próximos 15 anos, serão descomissionadas 68 estruturas. O cálculo é de um aporte anual de US$ 2 bi ao longo dos próximos anos. Uma baita oportunidade, mas que precisa de estrutura de grande porte para dar conta. Hoje, boa parte desse negócio está na Europa (Mar do Norte), Estados Unidos e Ásia.

Ouvindo todos esses números, o governador disse para Chambriard que uma estrutura portuária de grande porte, o Porto Central, estava em obras no Sul do Estado, de frente para o pré-sal, onde se encontra a imensa maioria da operação da Petrobras. Ela ouviu com atenção e pediu a seus diretores que marquem uma visita ao local. Em sua fala na Findes, a executiva sinalizou com a possibilidade de acordo. "Precisamos de berços disponíveis para o trabalho de descomissionamento. A demanda é enorme. Poderíamos nos valer disso para empurrar o investimento que está sendo feito no Estado".

A Petrobras é vista como um cliente estratégico pelo Porto Central. Com uma área de 20 milhões de metros quadrados e capacidade para receber os maiores navios do mundo, a estrutura poderia, além de contribuir com o enorme trabalho de descomissionamento que a estatal tem pela frente, ser uma plataforma de exportação e armazenagem de petróleo da estatal. Seria bom para a Petrobras e para o Porto Central, que poderia alavancar os seus robustos investimentos e acelerar o desenvolvimento de seu enorme projeto. "Falamos sobre descomissionamento e também sobre a formação de um estoque regulador tendo como base o Porto Central", afirmou Casagrande. 

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