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Negócio bilionário: exportação de pimenta-do-reino sofre com a guerra

Espírito Santo é o maior exportador de pimenta-do-reino do Brasil. No ano passado, foram quase R$ 2 bilhões. Países do Golfo Pérsico são compradores importantes

Vitória
Publicado em 25/03/2026 às 03h00
Pimenta-do-reino: cooperativas se unem para o crescimento do mercado
Pé de pimenta-do-reino no Espírito Santo, Estado líder nas exportações do produto. Crédito: Divulgação/Ufes

Nos últimos anos, a pimenta-do-reino vem ganhando protagonismo no agronegócio do Espírito Santo. Em 2025, o Estado exportou US$ 347,2 milhões (R$ 1,82 bi na cotação atual) em pimenta, expansão de 113% em relação a 2024. Dentro do agro ficou atrás apenas do café (US$ 1,79 bi) e da celulose (US$ 862,6 milhões). Os produtores capixabas respondem por 69% das vendas do produto para fora do Brasil.

E o que a guerra no Oriente Médio tem a ver com isso? Muita coisa. Os países do Golfo Pérsico, epicentro do conflito, são grandes compradores da pimenta brasileira. Do total comercializado em 2025, US$ 56 milhões ou 16% de tudo, foram para lá. A situação se complica porque os países da região compram um tipo específico, que vai diretamente do Brasil para lá, sem passar por processos exigidos, por exemplo, pelos Estados Unidos.

"É um cenário que preocupa bastante, afinal, é um segmento que cresceu muito nos últimos e passou a ser relevante para o agronegócio capixaba como um todo. Além de os países do Golfo comprarem um tipo específico da produção, o que dificulta encontrar novos mercados, os produtores já estão precisando pagar muito mais caro pelo frete, afinal, já há desvios de rota e o combustível e seguro estão mais caros. Já há um impacto e pode piorar bem caso o conflito se prolongue", explicou o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli.

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