Nos últimos anos, a pimenta-do-reino vem ganhando protagonismo no agronegócio do Espírito Santo. Em 2025, o Estado exportou US$ 347,2 milhões (R$ 1,82 bi na cotação atual) em pimenta, expansão de 113% em relação a 2024. Dentro do agro ficou atrás apenas do café (US$ 1,79 bi) e da celulose (US$ 862,6 milhões). Os produtores capixabas respondem por 69% das vendas do produto para fora do Brasil.
E o que a guerra no Oriente Médio tem a ver com isso? Muita coisa. Os países do Golfo Pérsico, epicentro do conflito, são grandes compradores da pimenta brasileira. Do total comercializado em 2025, US$ 56 milhões ou 16% de tudo, foram para lá. A situação se complica porque os países da região compram um tipo específico, que vai diretamente do Brasil para lá, sem passar por processos exigidos, por exemplo, pelos Estados Unidos.
"É um cenário que preocupa bastante, afinal, é um segmento que cresceu muito nos últimos e passou a ser relevante para o agronegócio capixaba como um todo. Além de os países do Golfo comprarem um tipo específico da produção, o que dificulta encontrar novos mercados, os produtores já estão precisando pagar muito mais caro pelo frete, afinal, já há desvios de rota e o combustível e seguro estão mais caros. Já há um impacto e pode piorar bem caso o conflito se prolongue", explicou o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli.
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