A multinacional espanhola GS Inima assumiu, nesta segunda-feira (06), o controle da operação de esgotamento sanitário de Vitória e mais 34 municípios do Espírito Santo. Até este domingo, a responsável era Cesan. Trata-se do maior contrato de saneamento em vigor no Estado, com mais de 700 mil usuários.
A companhia venceu o leilão realizado, em junho de 2025, na Bolsa de Valores de São Paulo. O contrato é de 25 anos e prevê aportes de quase R$ 5 bilhões - R$ 1,08 bi na modernização e em novas estruturas e R$ 3,85 bi no custeio da operação. A capixaba Forte Ambiental é sócia dos europeus na Espírito Santo Saneamento, nome da empresa que tocará o negócio em terras capixabas.
O consórcio será responsável por garantir a universalização dos serviços - mais de 90% da população com acesso a tratamento de esgoto - nas seguintes cidades: Água Doce do Norte, Águia Branca, Alto Rio Novo, Apiacá, Aracruz, Atílio Vivácqua, Barra do São Francisco, Boa Esperança, Bom Jesus do Norte, Brejetuba, Conceição da Barra, Conceição do Castelo, Divino São Lourenço, Domingos Martins, Dores do Rio Preto, Ecoporanga, Fundão, Mantenópolis, Marechal Floriano, Muniz Freire, Muqui, Nova Venécia, Pancas, Pedro Canário, Rio Novo do Sul, Santa Leopoldina, Santa Maria de Jetibá, Santa Teresa, São Gabriel da Palha, São José do Calçado, São Roque do Canaã, Venda Nova do Imigrante, Vila Pavão, Vila Valério e Vitória.
A Acciona, que também é espanhola e levou o segundo bloco do leilão da Cesan (com Anchieta, Afonso Cláudio, Castelo, Guarapari, Ibatiba, Irupi, Iúna e Viana), ainda não tem data para assumir, mas deve acontecer em maio. As duas empresas assinaram o contrato com a Cesan em 8 de outubro passado, os últimos meses foram para a estruturação da operação, como a contratação de pessoas, aluguel de máquinas, veículos e imóveis.
A GS Inima está em treze países e chegou ao Brasil há 30 anos. Além do Espírito Santo, a multinacional tem negócios em Santa Catarina, Alagoas, Ceará, Minas Gerais e São Paulo. A multinacional colocou os pés no Espírito Santo em 2024 e, apesar do pouco tempo, já ostenta um portfólio interessante. Além do maior contrato de saneamento do Estado, em 2024, a companhia levou um contrato de R$ 2,2 bilhões para a construção de uma Estação de Produção de Água de Reúso na Serra. A multinacional também toca o projeto para a construção de uma usina de dessalinização em Guarapari, que, saindo do papel, deve custar mais de R$ 1 bilhão.