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Coluna Abdo Filho

Royalties do petróleo: STF marca julgamento de bilhões para o ES

Desde 2013 que o trecho da legislação que altera o pagamento está suspenso por força de uma liminar da ministra Cármen Lúcia. O julgamento vem sendo adiado há algum tempo, a última vez foi em 2020

Públicado em 

06 abr 2026 às 16:19
Abdo Filho

Colunista

Abdo Filho

Anna Nery
Navio-plataforma Anna Nery, da Petrobras, na Bacia de Campos Crédito: Carlos Alberto Silva
O Supremo Tribunal Federal marcou para o próximo dia 6 de maio o julgamento das ações que questionam a distribuição de royalties e participações especiais oriundas da exploração do petróleo no Brasil. Os estados não produtores querem uma fatia maior dos bilhões pagos pelas petroleiras. Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo, que concentram mais de 90% da produção nacional, querem manter a fatia que lhes cabe.
Os ministros vão analisar a lei 12.734, aprovada em 2012 pelo Congresso, que altera a partilha e amplia a participação dos não produtores no bolo. Desde 2013 que o trecho da legislação que altera o pagamento está suspenso por força de uma liminar da ministra Cármen Lúcia. O julgamento vem sendo adiado há algum tempo, a última vez foi em 2020, a partir de uma decisão do ministro Luiz Fux, então presidente do STF.
O Rio de Janeiro, com 88% da produção brasileira, será o maior prejudicado por uma eventual mudança. O Espírito Santo, com pouco mais de 5% da produção, também levaria uma pancada. No ano passado, o governo do Estado arrecadou R$ 1,43 bilhão com royalties e participações especiais e os municípios ficaram com R$ 996,4 milhões, portanto, R$ 2,42 bilhões ao todo. Presidente Kennedy (R$ 192,3 milhões), Marataízes (R$ 190,8 milhões), Itapemirim (R$ 170,3 milhões) e Linhares (R$ 95,4 milhões) seriam os grandes perdedores capixabas.  
Lembrando que todos esses números são de 2025, com o petróleo na casa dos US$ 65. Com a guerra do Oriente Médio, está na casa dos US$ 110. Ou seja, o julgamento de maio, pelo menos por agora, já teve a sua cotação elevada em quase 70%. Não é pouca coisa... ainda mais em se tratando de bilhões de reais. 

Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiário de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi repórter da CBN Vitória e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Política, Economia e Brasil & Mundo, já no processo de integração de todas as redações da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Produção e, em 2019, Editor-executivo.

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