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Opinião da Gazeta

Nunca foi tão importante, desde o início da pandemia no ES, evitar o contágio

O governo estadual vai anunciar alterações na Matriz de Risco nesta sexta-feira (12), como política de enfrentamento da terceira onda da Covid-19, com a possibilidade de adotar medidas a serem seguidas por todos os 78 municípios

Publicado em 12 de Março de 2021 às 02:00

Públicado em 

12 mar 2021 às 02:00

Colunista

Máscara
Uso de máscara no convívio social reduz o contágio da Covid-19 Crédito: Pixabay
Brasil se encontra no momento mais crítico da crise sanitária. A afirmação é incontestável, baseada não só nas mais de 2 mil mortes em 24 horas registradas nos últimos dois dias, como no colapso em cadeia do sistema de saúde em vários Estados. É inquestionável,  mesmo que o próprio ministro da Saúde insista em fechar os olhos para a calamidade. É indiscutível, mesmo que o presidente da República incite a população à desordem social, em represália a novas medidas restritivas impostas por governadores. No momento em que o país mais precisa da união de esforços, o negacionismo gerencial da pandemia permanece à beira da insanidade. 
A superlotação de leitos de UTI em diferentes Estados se desenrola de forma perigosamente sincronizada, um movimento sem precedentes no histórico da Covid-19 no país, e no Espírito Santo o cenário inspira muito cuidado: nesta quinta-feira (11), o Estado registrou o maior número de pacientes em leitos intensivos desde o início da pandemia, que completou um ano ontem: 607. O recorde anterior era de 600 pacientes nessa situação, em 13 de julho do ano passado. A taxa de ocupação acaba de chegar a 83,84%.
O Espírito Santo, em um ano de pandemia, conseguiu gerenciar com competência seus recursos hospitalares e evitar o colapso, chegando ao ponto de, em ocasiões recentes, ser capaz de estender a mão a pacientes de outros Estados. Mas o secretário estadual de Saúde, Nésio Fernandes, já determinou que essa ajuda não será mais possível, com o percentual de ocupação acima dos 80%. A solidariedade acertadamente precisa dar lugar à precaução, porque o que se espera no Espírito Santo nas próximas três semanas é um novo pico de casos.
O secretário alertou para o risco de a falência na saúde vivenciada atualmente por Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia pressionar o sistema de saúde capixaba. "Não é exagero reconhecer que estamos na iminência de que o colapso dos vizinhos possa transbordar, fora dos mecanismos que a gente tenha controle, também sobre o Espírito Santo", ressaltou. Como não há restrições sobre a circulação interestadual, o vírus e suas variantes não encontram barreiras. Assim, surge mais uma adversidade nessa contagem regressiva para o agravamento da pandemia no Espírito Santo. 
A questão é que essa expectativa da piora do cenário ainda não é capaz de modificar o comportamento individual. O maior problema do Espírito Santo, a esta altura, não é a importação de casos, mas a pressão interna no sistema de saúde, com o aumento progressivo do número de pessoas em estado grave, que precisam recorrer ao tratamento intensivo.
Em um ano de pandemia, há algumas lições que deveriam estar mais evidentes para a sociedade, um entendimento que ainda escapa. Se os hospitais lotarem, medidas mais duras deverão ser tomadas, como o fechamento de espaços públicos, comércio e escolas. Se as pessoas, por livre consciência, passarem a adotar o distanciamento social como regra de conduta, evitando aglomerações e usando máscaras adequadas, a queda no contágio será inevitável. E não haverá necessidade de aumentar as restrições. Um ano depois, ainda se espera a mudança de mentalidade para atravessar a crise, enquanto a população não é vacinada em massa. Adaptação é palavra-chave para a sobrevivência.
governo estadual vai anunciar alterações na Matriz de Risco nesta sexta-feira (12), como política de enfrentamento da terceira onda já anunciada, com a possibilidade de adotar medidas a serem seguidas por todos os 78 municípios capixabas. A gravidade da situação no Espírito Santo, com 1.882 casos e 18 mortes registradas nesta quinta-feira, vai exigir todas as forças possíveis para que o caos não se instale. Nunca foi tão importante, desde o início da pandemia, evitar o contágio. Não ficar doente, adotando os três princípios fundamentais (distanciamento social, máscara e higiene), deve ser a meta de todos os capixabas.

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