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Publicado em 11 de março de 2021 às 13:07
- Atualizado há 5 anos
O colapso no sistema de saúde para tratamento de casos de coronavírus na Bahia, em Minas Gerais e no Rio de Janeiro pode afetar o sistema de saúde do Espírito Santo. A análise foi feita por Nésio Fernandes, secretário de Estado da Saúde, em entrevista à rádio CBN Vitória, nesta quinta-feira (11).>
As regiões metropolitanas de Salvador (Bahia) e de Belo Horizonte (Minas Gerais), por exemplo, convivem com a situação de lockdown - suspensão de atividades comerciais e restrição de circulação de pessoas. No município do Rio de Janeiro, a ocupação de leitos alcançou a marca de 90% nesta semana.>
Já o Espírito Santo contabiliza 339.054 casos confirmados e 6.642 mortes provocadas pela Covid-19. A taxa de ocupação de leitos de UTI destinados à Covid-19 é de 83,84%. Na enfermaria, 72,22% dos espaços estão em uso por pacientes infectados.>
Na avaliação de Nésio, nos últimos 12 meses o Espírito Santo viveu fases antecipadas da pandemia em relação aos outros estados brasileiros. O secretário destaca que, no entanto, as outras regiões não estavam com seus sistemas de saúde em colapso. >
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Nésio Fernandes
Secretário de Estado da SaúdeAlém da possibilidade do sistema de saúde público receber uma sobrecarga, caso pacientes busquem atendimento especializado na estrutura de saúde capixaba, também existe a preocupação com a circulação de novas variantes do vírus aliada ao fato de "que ela se torne predominante no Estado com a malha aérea e o transporte interestadual totalmente abertos", ressalta Nésio.>
Um dos reflexos relacionados às variantes já é percebido em outros estados do Sudeste. De acordo com Nésio, o governo estadual de São Paulo já identificou mais de 30 variantes do vírus em circulação nos municípios paulistas.>
"É a nossa principal conexão aérea. Temos elementos que nos levam a crer que uma nova fase de aceleração neste momento que estamos vivendo no Espírito Santo tem diferença grande em relação a momentos anteriores, porque além das questões internas, nós temos ameaças por conta do colapso nacional de enfrentamento à pandeia e a escassez de vacinas", comenta.>
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