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Opinião da Gazeta

Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) no ES: um resgate mais que oportuno

A Gazeta publica a partir desta segunda-feira (25) até sábado (30) uma série de reportagens sobre a estrada de ferro centenária que tanto contribuiu para o desenvolvimento do ES e atualmente se encontra abandonada

Publicado em 25 de Setembro de 2023 às 10:31

Públicado em 

25 set 2023 às 10:31

Colunista

Matéria especial sobre ferrovias
Estação de Viana Crédito: Fernando Madeira
Os 250 quilômetros da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) partem da Grande Vitória, atravessando 11 municípios  da Região Serrana e do Sul do Espírito Santo rumo ao Rio de Janeiro. Pelos trilhos, passam mais de cem anos de história, memórias de um eixo logístico que foi fundamental para o desenvolvimento do Estado, mas que foi perdendo espaço a partir dos anos 1960, com o protagonismo do transporte rodoviário no país.
Após a concessão do trecho capixaba nos anos 1990, as operações de carga e passageiros foram sendo reduzidas até serem totalmente interrompidas. Atualmente se encontra sob responsabilidade da VLI, empresa do setor de logística.
No momento em que o Espírito Santo se prepara para a construção da EF 118, um projeto fundamental para a infraestrutura logística, conectando Santa Leopoldina ao Rio de Janeiro, conhecer a história do trecho da FCA em território capixaba, que já foi conhecido como Estrada de Ferro Leopoldina, se torna ainda mais relevante. Por isso, nesta semana A Gazeta vai trazer a partir desta segunda-feira (25) uma série de reportagens sobre o tema, publicada diariamente até o próximo sábado (30).
Idealizada pela editora Mikaella Campos, a série foi produzida pela repórter Aline Nunes, com imagens do repórter fotográfico Fernando Madeira. A edição dos vídeos é de Farley Sil, e a identidade visual é de Geraldo Neto, com a coordenação de Adriana Rios. O trabalho desses profissionais é um importante documento sobre uma parte da história capixaba que não pode ser esquecida.
Além disso, esse resgate é um compromisso com o futuro, ao apontar que há pessoas no Estado preocupadas em dar alguma destinação ao que resta da ferrovia. Muito se fala, diante das perdas de arrecadação que serão inevitáveis com a necessária reforma tributária, que o Estado vai ter que buscar mais dinamismo econômico, e o turismo está entre os setores com mais relevo nessa nova jornada. A ferrovia, com toda a sua história e com as belas paisagens que corta, pode se reinventar se seguir esse caminho.

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