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Opinião da Gazeta

BR 262: início das obras ficou para 2026 e não pode ter mais desvios

Não vai ser sem cobrança e articulação que as obras vão sair do papel, governo e representantes em Brasília não podem perder esse projeto de vista

Publicado em 02 de Junho de 2025 às 01:00

Públicado em 

02 jun 2025 às 01:00

Colunista

BR 262 vai ganhar proteção contra deslizamentos de pedras
BR 262  Crédito: Divulgação/ Defesa Civil de Venda Nova do Imigrante
Quando ficou garantido, no ano passado, que R$ 2,3 bilhões do Acordo de Mariana seriam destinados às obras de duplicação da BR 262, houve a sensação de que as coisas caminhariam a passos largos a partir de então. Mas, como mostra o histórico da rodovia federal, todo otimismo precisa ser contido. Desde a primeira tentativa de concessão da via, em 2013, os percalços têm sido recorrentes.
A informação mais recente do governo federal é a de que o edital para a duplicação da primeira etapa da BR 262  será publicado em novembro, com as obras programadas para se iniciarem em abril de 2026 e durarem seis anos. As informações foram passadas pelo subsecretário de Estado de Ações Socioambientais, Saneamento e Infraestrutura, Ricardo Iannotti, durante audiência pública na Assembleia Legislativa, no último dia 26.
Ora, em abril o ministro dos Transportes, Renan Filho, havia previsto o início dos trabalhos ainda para este ano de 2025. Em novembro, quando se divulgou que o governo pretendia trabalhar com um modelo de concessão mais enxuto, com execução das obras pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), foi dito que  as intervenções viárias já poderiam ter início no primeiro semestre de 2025, o que não se concretizou.
Este editorial se coloca para mostrar que o novo cronograma precisa ser seguido à risca. A BR 262 é uma rodovia ultrapassada e perigosa, que precisa de mais segurança em todos os sentidos: para ampliar a capacidade logística e  aumentar a competitividade econômica do Espírito Santo e para proteger os visitantes, tanto externos quanto internos. A Pedra Azul, um dos principais atrativos capixabas, fica às suas margens, assim como outros expoentes do agroturismo, como Venda Nova.
Não vai ser sem cobrança e articulação que as obras vão sair do papel, governo e representantes em Brasília não podem perder esse projeto de vista. É fundamental lembrar que 2026 é um ano eleitoral, quando as prioridades são determinadas pela agenda política. Num piscar de olhos, um cronograma pode sumir do mapa, o que não seria novidade nenhuma no que diz respeito à BR 262. O destino dessa rodovia precisa ser em linha reta, sem mais curvas e desvios.

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