Publicado em 4 de março de 2026 às 13:52
BRASÍLIA - A PF (Polícia Federal) afirmou que o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, mantinha uma milícia privada com o objetivo de coagir e ameaçar seus desafetos.>
O grupo contava com um sicário, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão e um ex-policial federal, Marilson Roseno da Silva. Ambos foram alvos de mandado de prisão preventiva nesta quarta-feira (4), assim como Vorcaro.>
Sicário é um termo que vem do espanhol e que significa assassino de aluguel. Todos formavam um grupo chamado de "A Turma", na qual as medidas planejadas eram discutidas.>
Em troca dos serviços para Vorcaro, Mourão receberia R$ 1 milhão por mês, aponta o relatório do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça que determinou as prisões.>
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Esse valor era então redistribuído por Mourão para diversos integrantes da sua rede.>
O documento cita diálogos entre Mourão e Vorcaro no qual o banqueiro autoriza medidas violentas contra adversários.>
Entre elas, está a simulação de uma tentativa de assalto contra o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, como forma de intimidação.>
"Esse Lauro quero mandar dar um pau nele. Quebrar todos os dentes. Num assalto", escreveu Vorcaro, segundo trecho reproduzido no processo.>
Outra troca de mensagem discute formas de intimidar um ex-funcionário de Vorcaro que teria feito uma gravação indesejada do banqueiro.>
O banqueiro manda o sicário "levantar tudo" do seu ex-empregado e de um chef de cozinha ligada a ele.>
Depois disso, Vorcaro determina que seria "bom de dar sacode no chef de cozinha primeiro. O outro já vai assustar".>
O banqueiro se queixa a Mourão de uma outra empregada sua identificada como Monique que o estaria ameaçando. "Tem que moer essa vagabunda", escreveu Vorcaro. Mourão responde perguntando o que deveria fazer e o dono do Banco Master determina que era para puxar endereço e tudo relativo a Monique.>
O ex-PF Marilson é apontado no relatório de Mendonça como "integrante relevante da estrutura paralela de monitoramento e intimidação" de Vorcaro.>
Ele usaria sua experiência e contatos adquiridos durante sua carreira na PF para obter dados sensíveis e vigiar alvos do grupo.>
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