Publicado em 4 de março de 2026 às 12:16
O jornal O Globo e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) divulgaram notas de repúdio e de solidariedade ao jornalista Lauro Jardim, após a Polícia Federal (PF) descobrir, em mensagens de celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, um plano para simular um assalto e intimidar o colunista. O banqueiro foi preso nesta quarta-feira (4) no âmbito da terceira fase da Operação Compliance Zero, por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).>
Em nota oficial, o jornal O Globo afirmou que as iniciativas criminosas contra seu colunista são inaceitáveis e representam um ataque à liberdade de imprensa. Leia abaixo, na íntegra:>
Nota de repúdio de O Globo
"O GLOBO repudia veementemente as iniciativas criminosas planejadas contra o colunista Lauro Jardim, um dos mais respeitados jornalistas do país. A ação, como destacado pelo ministro André Mendonça, visava 'calar a voz da imprensa', pilar fundamental da democracia. Os envolvidos nessa trama criminosa devem ser investigados e punidos com o rigor da lei. O GLOBO e seus jornalistas não se intimidarão com ameaças e seguirão acompanhando o caso e trazendo luz às informações de interesse público."
Já a ANJ, em manifestação de solidariedade, classificou os métodos como "próprios de práticas mafiosas", destacando que tais ações são incompatíveis com o Estado de Direito. Leia abaixo, na íntegra:>
Nota de solidariedade da ANJ
A Associação Nacional de Jornais (ANJ) manifesta sua solidariedade ao jornal O Globo e a seu colunista Lauro Jardim e expressa veemente repúdio às intenções criminosas que, segundo decisão do ministro André Mendonça, tinham por objetivo “calar a voz da imprensa que ousasse emitir opinião contrária aos seus interesses privados”. A determinação do ministro baseou-se na descoberta de um plano do ex banqueiro Daniel Vorcaro de simular um assalto para “prejudicar violentamente” o jornalista. A tentativa de intimidar um profissional de imprensa por meio de violência constitui ataque inaceitável à liberdade de expressão. Métodos dessa natureza, próprios de práticas mafiosas, são incompatíveis com o Estado de Direito e merecem a mais firme rejeição da sociedade brasileira. A ANJ também cumprimenta a Polícia Federal pela descoberta das ameaças e o ministro André Mendonça pelas providências adotadas para salvaguardar o livre exercício da atividade jornalística.
A descoberta do plano baseou-se em uma decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o magistrado, as intenções tinham o claro objetivo de “calar a voz da imprensa que ousasse emitir opinião contrária aos seus interesses privados”.>
>
As mensagens encontradas pela PF detalhavam uma estratégia de "assalto forjado", que serviria como uma advertência física ao profissional. Diante da gravidade, o ministro Mendonça adotou providências imediatas para salvaguardar o exercício da atividade jornalística e garantir a segurança de Lauro Jardim.>
Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem.
Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta