Publicado em 7 de fevereiro de 2020 às 20:50
Os servidores querem ir à Justiça contra o ministro da Economia Paulo Guedes. Na manhã desta sexta-feira (7), Guedes chamou os trabalhadores do serviço público de "parasitas" durante evento no Rio de Janeiro. Ao jornal Correio Brasiliense, o presidente do Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), Rudnei Marques, disse que já mobilizou os advogados do para avaliar as medidas judiciais cabíveis neste caso.
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"Vamos fazer uma representação na Comissão de Ética da Presidência da República e avaliamos acionar o Ministério Público para combater esse discurso ofensivo que agride os 210 milhões de servidores brasileiros", afirmou ao jornal. "As 32 entidades que compõem o Fórum vão assinar a representação", completou.
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Durante o evento, o ministro criticou a aposentadoria dos servidores que chamou de "generosa". "O funcionalismo teve aumento de 50% acima da inflação. Tem estabilidade de emprego, tem aposentadoria generosa, tem tudo. O hospedeiro está morrendo, o cara virou um parasita. Dinheiro não chega no povo e ele quer aumento automático. Não dá mais", afirmou, sob aplausos. Após repercussão negativa, ele disse que a frase foi tirada de contexto.
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Outras entidades de classe se manifestaram contra a fala do ministro. O secretário-geral da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), Sérgio Ronaldo da Silva, classificou o episódio como "lamentável".
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É extremamente lamentável que um ministro de Estado utilize expressões chulas como essa para tentar implementar as suas pretensões. Não vamos aceitar as provocações do ministro, que tem demonstrado dia a dia o seu desconhecimento do serviço público como um todo, afirmou ao Metrópoles.>
Já a Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Unafisco) afirmou que a manifestação de Gueres foi "rasa e generalizada" e endossou a intenção de procurar justiça. " O assédio institucional que vem sendo praticado pelo Sr. Paulo Guedes em relação aos servidores públicos já ultrapassa os limites legais e merece reação à altura", disse a categoria em nota enviada ao Extra.
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