Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Reforma administrativa

Partidos já se articulam para apresentar emendas

O coordenador da Frente Parlamentar da Reforma Administrativa, Tiago Mitraud, avalia como possível a aplicação do 'fim das distorções' já para os atuais servidores

Publicado em 04 de Setembro de 2020 às 10:37

Redação de A Gazeta

Publicado em 

04 set 2020 às 10:37
Plenário da Câmara dos Deputados vazio durante a pandemia
Partidos da Câmara dos Deputados querem aproveitar a reforma administrativa para cortar privilégios dos servidores atuais Crédito: Michel Jesus/Câmara dos Deputados
Um grupo de partidos da Câmara quer aproveitar a reforma administrativa para cortar privilégios dos servidores atuais. A iniciativa, no entanto, esbarra justamente no ponto considerado como garantia para a proposta do governo ser aprovada, a manutenção das regras para quem já faz parte do funcionalismo público.
O coordenador da Frente Parlamentar da Reforma Administrativa, deputado Tiago Mitraud (Novo-MG), avalia como possível a aplicação do "fim das distorções" já para os atuais servidores e não apenas aos novos ingressantes do serviço público, como o previsto na proposta apresentada na quarta-feira (2). Essa mudança pode ser uma das emendas às quais o partido Novo tem o direito de apresentar durante a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) na Câmara. "Estamos estudando ainda, mas isso é um ponto que chamou a atenção", disse Mitraud.
A ideia é compartilhada também pelo líder do Cidadania, Arnaldo Jardim (SP). "O Cidadania atuará para aprovar uma reforma administrativa que acabe com os privilégios e distorções, ao mesmo tempo que será firme para preservar direitos adquiridos dos atuais servidores públicos", disse.
A bancada tem pressionado o Parlamento pela aprovação do projeto do deputado Rubens Bueno (PR) sobre o corte dos "supersalários". Pela proposta, todo tipo de pagamento passa a estar sujeito ao teto (hoje, R$ 39,2 mil), exceto verbas de caráter indenizatório.
"Esperamos também que a proposta aponte para o corte dos penduricalhos do alto escalão, impedindo que um servidor, pago com dinheiro do contribuinte, possa chegar a ter salário de R$ 200 mil, 300 mil ou até de R$ 1 milhão por mês", disse o líder do Podemos na Câmara, deputado Leo Moraes (RO).
"Penduricalhos" é uma expressão usada para definir pagamentos adicionais, geralmente acima do teto-salarial da categoria, como jetons, auxílio-moradia, entre outros.
Já o coordenador da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Serviço Público, deputado Israel Batista (PV-DF), avaliou que a proposta do governo de reforma administrativa "desmonta a estrutura do Estado brasileiro". "A proposta enfraquece o Estado público brasileiro, o poder público, e submete o serviço público aos ventos políticos e eleitorais. Trata da estabilidade como se fosse um privilégio e não uma garantia."

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Fila de bicicleta na subida da Ciclovia da Vida
Acidente deixa dois ciclistas feridos na Ciclovia da Vida, na Terceira Ponte
Imagem de destaque
Por que Irã 'vende' acordo com EUA como uma vitória
Gabriel havia saído com amigos para se refrescar após um dia de calor intenso quando se afogou.
Jovem capixaba morre afogado em lago nos Estados Unidos

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados