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Herdeiro do Giraffas perde cargo após vídeo sobre fala sobre coronavírus

"Alexandre Guerra é meu filho e fez gravações de vídeo que nós não concordamos e pedimos que não fosse conectada ou vinculada ao Giraffas. Infelizmente, por motivos óbvios, isso aconteceu", diz o fundador na gravação

Publicado em 25/03/2020 às 19h53
Atualizado em 25/03/2020 às 19h53
Herdeiro do Giraffas, Alexandre Guerra perde cargo na rede
Herdeiro do Giraffas, Alexandre Guerra perde cargo na rede. Crédito: Instagram

Carlos Guerra, presidente e fundador da rede Giraffas, publicou um vídeo nesta quarta-feira (25) informando que seu filho, Alexandre Guerra, deixa de ser acionista da rede após gravar um vídeo dizendo que funcionários deveriam ter mais medo de perder o emprego do que de contrair o coronavírus. Alexandre também perdeu seu cargo no conselho de administração da companhia.

"Alexandre Guerra é meu filho e fez gravações de vídeo que nós não concordamos e pedimos que não fosse conectada ou vinculada ao Giraffas. Infelizmente, por motivos óbvios, isso aconteceu", diz o fundador na gravação.

O herdeiro recebeu uma avalanche de críticas na internet após divulgar um vídeo falando sobre os impactos do coronavírus na economia e nos negócios. "Você que é funcionário, que talvez esteja em casa numa boa, numa tranquilidade, curtindo um pouco esse home office, esse descanso forçado, você já seu deu conta que, ao invés de estar com medo de pegar esse vírus, você deveria também estar com medo de perder o emprego?", foi a fala de Alexandre que causou polêmica na internet.

À reportagem, Alexandre disse que não estava falando em nome do Giraffas, e sim de uma rede de empreendedores da qual ele participa. Alexandre foi candidato do Partido Novo ao governo do Distrido Federal nas eleições de 2018.

Na gravação desta quarta, o pai afirma que o Giraffas não apoia este governo, nem qualquer outro. Também diz que não autoriza outro porta-voz da empresa, a não ser ele próprio, a dar declarações em nome da rede.

Segundo o fundador, a empresa deu férias coletivas aos funcionários, e eles terão seus empregos garantidos quando retornarem ao trabalho. "Em relação à crise em si, nós estamos concordando e obedecendo as autoridades médicas responsáveis de ficarmos em casa, de obedecermos esse isolamento até que o nosso sistema e saúde seja capaz de determinar uma política diferente", afirma ele.

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