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Coronavírus

Dívidas rurais poderão ser adiadas e renegociadas

A regra para diminuir os efeitos da covid-19 vale para todos os produtores, inclusive agricultores familiares

Publicado em 09 de Abril de 2020 às 11:48

Redação de A Gazeta

Publicado em 

09 abr 2020 às 11:48
Medida inclui agricultores familiares
Medida inclui agricultores familiares Crédito: Freepik
O Conselho Monetário Nacional (CMN) anunciou nesta quinta-feira (9) medidas para minimizar os impactos da pandemia do novo coronavírus sobre produtores rurais. Dívidas do setor poderão ser renegociadas e adiadas.
Instituições financeiras foram autorizadas a prorrogar para 15 de agosto o vencimento das parcelas de crédito rural, custeio e investimento que tenham prazo, originalmente, de janeiro até agosto deste ano. A regra vale para todos os produtores, inclusive agricultores familiares.
"A medida concede aos produtores prazo adequado para ajustarem seu ciclo de comercialização às novas condições de mercado, dadas pelas medidas de distanciamento social decorrentes do covid-19", informou.
Em outra decisão, o CMN afirma que busca reduzir efeitos negativos sobre o setor decorrentes da seca registrada em diversas regiões, especialmente Sul e Nordeste, problema agravado pela pandemia, que gera restrição de circulação e dificulta as vendas.
Instituições financeiras poderão renegociar operações de crédito de custeio e investimento rural com vencimento entre janeiro e dezembro deste ano. A norma valerá para produtores que atuam em municípios que decretaram estado de emergência ou calamidade pública de janeiro deste ano até esta quinta.
A decisão do Conselho ainda autoriza a concessão de crédito especial para agricultores familiares e o financiamento de capital de giro para cooperativas agrícolas. Também foram liberadas novas linhas para produtores que tenham vendas prejudicadas por queda de volume ou recuo nos preços.
O CMN é composto pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e o secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues.

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