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Bolsonaro corta R$ 3,2 bi do Orçamento, mas mantém reserva para reajuste de servidor

Bolsonaro corta R$ 3,2 bi do Orçamento, mas mantém reserva para reajuste de servidor

Presidente manteve a autorização de despesa de R$ 1,7 bilhão para a concessão de reajustes a servidores em 2022. A intenção dele é contemplar as corporações policiais, mas outras categorias pressionam

Publicado em 24 de janeiro de 2022 às 10:31

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IDIANA TOMAZELLI E MATEUS VARGAS

O presidente Jair Bolsonaro (PL) vetou R$ 3,18 bilhões em despesas aprovadas pelo Congresso Nacional no Orçamento de 2022. A medida é necessária para recompor gastos com pessoal que foram subestimados pelos parlamentares.

O corte atingiu R$ 1,82 bilhões das despesas discricionárias, como custeio de ministérios e investimentos, além de R$ 1,36 bilhões em emendas de comissão.

As emendas deste tipo são de autoria das comissões permanentes da Câmara e do Senado.

O presidente Jair Bolsonaro
O presidente Jair Bolsonaro. (Alan Santos/PR)

Bolsonaro manteve a autorização de despesa de R$ 1,7 bilhão para a concessão de reajustes a servidores em 2022. A intenção do presidente é contemplar as corporações policiais, mas outras categorias pressionam para também serem agraciadas.

A promessa desencadeou uma reação dos demais setores do funcionalismo público, que ameaçam com paralisação e pressionam por correções também em seus salários.

O texto sancionado do Orçamento foi publicado na edição desta segunda-feira (24) do Diário Oficial da União.

No sábado (22), Bolsonaro citou a necessidade de corte menor no Orçamento, de R$ 2,8 bilhões. A Casa Civil já havia dito que o valor seria de cerca de R$ 3,1 bilhões, o que se confirmou.

O veto é condição para permitir a recomposição de gastos com pessoal que foram subestimados pelo Congresso Nacional.

Bolsonaro precisou vetar algumas despesas do Orçamento porque, durante a votação do projeto de lei no Congresso, os parlamentares cortaram parte das despesas com pessoal, que são obrigatórias.

A equipe econômica solicitou a recomposição, para evitar falta de dinheiro para bancar salários e aposentadorias do funcionalismo federal. Há um entendimento entre técnicos de que o Legislativo não poderia ter reduzido o valor em relação ao solicitado pelo governo, daí a necessidade de assegurar o montante maior.

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