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Boeing 737 MAX é liberado para voar novamente no Brasil

O avião estava proibido de voar há 20 meses, após um problema de software que causou dois acidentes fatais

Publicado em 25/11/2020 às 21h12
Boeing 737 MAX
Boeing 737 MAX. Crédito: Divulgação / Boeing

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aprovou que o Boeing 737-MAX volte a operar no país, afirmou em um comunicado divulgado nesta quarta-feira (25). O avião estava proibido de voar há 20 meses, após ter sua operação suspensa em todo o mundo devido a um problema de software que causou dois acidentes fatais .


As autoridades aéreas dos Estados Unidos já haviam autorizado o retorno das operações do avião na semana passada .

A diretriz da FAA (Administração Federal de Aviação dos EUA), que se disse satisfeita com as diversas correções de projeto e de procedimentos de treinamento que a Boeing aplicou ao modelo - o mais vendido em termos de encomendas de sua história - foi adotada pela Anac.

Entre as exigências de adequação do projeto estão a configuração do sistema de controle de voo, correção do roteamento do conjunto de cabos, revisões de procedimentos incorporados ao manual de voo e testes de recalibração dos sensores. Também houve a revisão do programa de treinamento dos pilotos.

"A Boeing trabalhou em estreita colaboração com a FAA e a Anac para atender às suas expectativas de retomar as operações do 737 MAX com segurança no Brasil", disse David Calhoun, o presidente da Boeing.

A agência brasileira foi a segunda a liberar o uso do avião. Atualmente, apenas a Gol opera a aeronave no país. Os modelos são o Boeing 737 MAX 8, renomeado para 737-8. A Gol afirmou que está implementando as medidas necessárias para que o modelo volte a voar.

Segundo a companhia, nos próximos dias serão realizados voos técnicos sem passageiros com cada uma das sete aeronaves da Gol, que serão acompanhados pela Anac e pela fabricante. Os aviões estão no aeroporto de Confins, em Minas Gerais.

"O retorno destas à operação comercial ocorrerá de forma progressiva ao longo das próximas semanas", informou a companhia.

(Com Reuters e Aeroin)

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