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Formada em Ciências Contábeis pela UFES, com MBA em Controladoria e Finanças e certificações em metodologias ágeis e métricas de produtos. Atua há mais de 17 anos no setor bancário e atualmente lidera a área de Criatividade e Inovação do Banestes.

5 passos para renegociar dívidas, organizar as finanças e sair do vermelho

É fundamental ter atenção ao aumento do endividamento das famílias brasileiras e ao potencial crescimento da inadimplência, inclusive pela tendência de encarecimento das dívidas com o aumento dos juros

Vitória
Publicado em 22/03/2022 às 09h15

O endividamento no Brasil bateu recorde em 2021, onde três em cada quatro famílias sinalizaram possuir dívidas em algum nível, de acordo com os números da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) e da Confederação Nacional do Comércio (CNC), sendo o cartão de crédito o principal responsável pelo endividamento, seguido de carnês e financiamentos de veículos e imóveis.

Para entender melhor esse cenário, é importante entender os conceitos de endividamento e inadimplência:

  • endividamento é todo e qualquer compromisso financeiro do futuro;
  • inadimplência é quando o consumidor, de fato, possui alguma dessas dívidas em atraso.
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Conheça 5 dicas para se organizar financeiramente, renegociar suas dívidas e cuidar da sua saúde financeira. Crédito: rawpixel.com / Pinn

Desta forma, é fundamental ter atenção ao aumento do endividamento das famílias brasileiras e ao potencial crescimento da inadimplência, inclusive pela tendência de encarecimento das dívidas com o aumento dos juros em virtude do ciclo de alta da taxa básica de juros, a Selic.

É fato que o endividamento e a inadimplência também passam por outros fatores, como a falta de educação financeira e de planejamento financeiro, o baixo acesso a produtos financeiros para sair do endividamento, além da crise econômica no Brasil — impactada pela pandemia, inflação em alta e níveis de desemprego crescentes.

Portanto, se você possui dívidas em atraso e quer sair do vermelho, veja por onde começar:

  1. 01

    O primeiro passo é se organizar

    Relacione todas as suas dívidas e faça uma lista de tudo o que você deve: cartões de crédito, empréstimo, financiamento, cheque especial, carnês e boletos. Isso vai te ajudar a ter uma visão mais abrangente em relação às suas pendências financeiras, para se reorganizar.

  2. 02

    Priorize o essencial e busque combater os gastos por impulso

    Registre os seus gastos diariamente, assim será mais fácil entender aquilo que pode ser cortado. Em momentos de crise, se concentre apenas em gastos essenciais, de forma a quitar as dívidas o mais breve possível. Para isso, faça sempre o exercício de pensar: eu preciso mesmo adquirir isso? Tenho dinheiro suficiente para isso? Posso deixar para comprar isso depois? Qual o impacto dessa compra no meu orçamento?

  3. 03

    Procure quitar primeiro as dívidas mais caras

    Após relacionar todas as suas dívidas, priorize o pagamento das dívidas que possuem uma taxa de juros mais alta, como cartão de crédito e cheque especial.

  4. 04

    Use as rendas extras para quitar dívidas

    Uma estratégia importante para eliminar as dívidas é utilizar a renda extra para pagamentos de dívidas, como 13º salário ou restituição de imposto de renda, por exemplo.

  5. 05

    Procure os seus credores e renegocie suas dívidas

    A renegociação de dívidas é uma das melhores formas de se planejar para sair da inadimplência. Calcule qual é o valor limite que você pode negociar, para assumir um compromisso que caiba no seu bolso e aproveite os feirões de renegociação que são promovidos pelos bancos, pelos Procons municipais e outras instituições. Em geral, é possível obter descontos significativos, abatimentos ou até isenção total dos juros, além da possibilidade de realizar o pagamento parcelado.

Cuidar da sua saúde financeira, além de proporcionar mais qualidade de vida e evitar o acúmulo de novas dívidas, contribui para que você mantenha seu nome limpo no mercado, melhora sua relação com as instituições financeiras e facilita a aprovação de novos créditos, quando necessário.

E na medida que as dívidas forem quitadas, lembre-se de economizar e constituir uma reserva de emergência. Ela vai te ajudar a manter suas contas no azul em caso de imprevistos.

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