Alguns lugares mudam devagar. Outros mudam diante dos nossos olhos, mas só percebe quem realmente presta atenção. Iriri, balneário do município de Anchieta, é esse caso raro em que a transformação acontece em silêncio, mas em escala monumental.
A Costa Sul capixaba vive hoje seu momento mais vibrante. Somente em Iriri existem 39 empreendimentos em obras, algo impensável há poucos anos. E não estamos falando de imóveis comuns: falamos de empreendimentos de altíssimo padrão, casas que ultrapassam o valor de R$ 10 milhões, um condomínio de lotes padrão AAA, impensável para o Espírito Santo até bem pouco tempo atrás, com apenas 16 lotes e até um heliponto. O luxo chegou.
Esse movimento se conecta a um contexto maior. Em 2026, Anchieta receberá o maior volume de investimentos públicos do Estado. A viabilização da EF-118, as intervenções no polo logístico Parklog Sul Capixaba, a retomada da Samarco, a ampliação da malha viária ligando Vitória, Guarapari, Cachoeiro de Itapemirim e adjacências criam uma condição inédita: viver na praia sem renunciar ao ritmo da Capital. A logística, aqui, deixou de ser obstáculo e virou vantagem competitiva.
Isso dialoga diretamente com a nova realidade do trabalho híbrido. Hoje, milhares de profissionais têm liberdade para viver onde a vida é melhor, e Iriri entrega qualidade de vida, infraestrutura e mobilidade de maneira simultânea. O que já foi destino de veraneio tornou-se, de forma natural, ambiente de moradia, produção e investimento.
Mas talvez o sinal mais simbólico dessa virada esteja num detalhe que só percebe quem anda pelas ruas: enquanto livrarias fecham suas portas na Grande Vitória, Iriri acaba de ganhar uma, e de frente para o mar. Isso é acupuntura urbana no seu significado mais profundo: pequenos movimentos capazes de revelar transformações gigantescas que ainda não apareceram no noticiário, mas já modificam a alma do lugar.
Não por acaso, as grandes construtoras capixabas, tradicionalmente concentradas em Vitória e Vila Velha, começam a voltar seus olhos para o balneário. Um território antes dominado por empreendedores locais, competentes e resilientes, passa agora a ser observado como solo estratégico, com potencial de valorização e liquidez real.
Para o investidor atento, a conta é simples: num país onde deixar dinheiro parado no banco significa ganhar pouco enquanto o banco ganha muito, faz mais sentido ancorar patrimônio em ativos reais, de lastro, natureza, vista e história. Iriri, hoje, é isso: um mosaico de qualidade de vida, crescimento econômico e perspectiva concreta.
Não é o futuro que está prometido. É o presente que finalmente se revelou.
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