Estamos em dezembro, em meio à maior crise humanitária do século XXI, desencadeada por um vírus terrível, que comprometeu a saúde, a vida e as relações sociais. O saldo geral são milhares de mortes a cada dia. No Brasil, avançou a recessão econômica já instalada. Elevou o desemprego, a miséria e a fome para números assustadores.
A sensação é que 2020 não vai acabar no dia 31. Não é o calendário, mas os fatos que vão definir a virada de tempo. E a vacina é o marco temporal para início de um novo ano de esperança para todos.
Enquanto ela não vem, nesta saga pela sobrevivência, esperançosos com o Natal e as festividades de ano novo, a vida continua. Até por que as notícias parecem bem animadoras. Tem coisa boa acontecendo! As pesquisas dos imunizantes estão concluídas. Vários países deram início à operação para vacinação em massa. No entanto, a vacina, um sonho que virou realidade para muitos, aqui, para os que estão sob a liderança desastrosa do governo Bolsonaro, não passa de um pesadelo sem fim.
A atuação do líder maior da nação contradiz a sábia tradição política. Em período de crise, a condução de um governo deve ser direcionada de duas formas. A primeira é compor uma boa equipe, capaz de entregar resultados satisfatórios e com rapidez às pessoas. O inquilino do Planalto fez o contrário. Operou mudanças constantes na direção do Ministério da Saúde. Não apresentou um plano de vacinação, nem comprou sequer seringas. E agora foi preciso o STF intervir e exigir data para início da vacinação.
Bem diferente é o governo capixaba. Além de se preocupar em formar uma boa equipe com entregas de resultados, autorizou a compra de 440 mil doses da vacina. O governo do Espírito Santo também cumpre bem a segunda forma de um bom governo. Desde o começo da pandemia, fala diretamente ao povo e trabalha para acabar com a crise. Colocou todo o governo focado na solução dos problemas.
O governo Casagrande também segue a orientação de Maquiavel na clássica obra da filosofia política, "O Príncipe". Para ele, o governante deve ser o primeiro a aparecer, colocando-se à frente da situação para dirigi-la. Ele deve estar investido com a autoridade máxima para garantir o controle da situação crítica. Pois é nestes momentos que a população tende a perda de controle e de direção. Sem parecer populista e demagogo, o governo do Espírito Santo enfrentou com sabedoria o difícil ano de 2020.
O que mais se pode esperar de um líder prudente em tempos difíceis como este? Pelo menos o compromisso e o respeito com o povo que governa. Mas nem isso se pode esperar do negacionista governo Bolsonaro. Ele faz o contrário do que se espera de um grande líder.
Para conduzir o país, Bolsonaro poderia se espelhar no bom governo capixaba. Que para governar, em vários momentos, até mesmo se opôs às inclinações enganosas do povo. Agiu com autoridade para garantir o cumprimento das regras, o respeito e a condução da sociedade a uma direção adequada.
É nesta hora que é possível ver para além do cargo, quem de fato tem empatia e compromisso pelos seus liderados. As críticas existem, e é importante fazê-las, pois nenhum governo é perfeito. Está na hora de ver os esforços e reconhecer que no comando do Estado tem um verdadeiro estadista e não um negacionista.