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Aniversário

Instituição mais antiga do ES, Polícia Militar chega aos 186 anos

PMES faz 186 anos no próximo 6 de abril, com uma trajetória consolidada por sua essência

Publicado em 29 de Março de 2021 às 02:00

Públicado em 

29 mar 2021 às 02:00
Nylton Rodrigues

Colunista

Nylton Rodrigues

Quartel da Policia Militar do ES
PMES nasceu em 6 de abril de 1835 Crédito: Carlos Alberto Silva
Há 186 anos o Brasil ainda era um império e, nessa época, exatamente em 6 de abril de 1835, nascia a Polícia Militar do Espírito Santo. Machado de Assis, de forma perspicaz, reconhecia: “a polícia é uma instituição necessária à ordem e à vida de uma cidade” e para isso nasceu a mais antiga instituição do Espírito Santo.
Em seus 186 anos, completados no próximo dia 6, esteve presente e atuante em diversos momentos históricos do Estado e do Brasil. Das revoltas imperiais às chuvas de 2013. Poucas instituições têm mostrado ao longo de tanto tempo resistência e capacidade para se reinventar, sempre buscando aprimorar suas ações para cumprir a missão de garantir a ordem pública, de promover a paz social, de proteger e socorrer o povo capixaba.
Em tempos cada vez mais difíceis, os soldados da “terra de Ortiz”, uma alusão à heroína capixaba Maria Ortiz, demonstram a capacidade de, mesmo nos momentos de grave crise, buscarem e somarem forças para manter a tranquilidade. A PMES tem a capacidade de entender as lições do passado e reconhecer a fundamental necessidade de continuar contribuindo para um futuro de paz e justiça.
A grande responsabilidade de todos que integram hoje as fileiras da instituição, presente nas 78 cidades capixabas, é tratar bem de sua história, honrar as dezenas de gerações que por ela já passaram e por ela deixaram seu suor, seu sangue e até mesmo sua vida, sempre tendo como essência os seus princípios e valores. O alcance dos anseios da família capixaba depende de bons soldados, da certeza de que a PM existe pelas mãos do povo e graças ao trabalho do povo.
O papa Francisco recentemente disse que o mundo tem necessidade de homens e mulheres que não estejam fechados, mas repletos do Espírito Santo, e explicou que estar fechado é estar preso ao egoísmo do próprio benefício, do interesse pessoal, da omissão. O Papa ainda destacou que o mundo necessita de paz, coragem, amor, esperança e perseverança.
Nesses quase 200 anos, a PMES, através dos homens e mulheres que ombrearam e ombreiam em suas fileiras, luta com coragem, perseverança e amor, todos os dias da semana, 24 horas por dia, sem cessar, para garantir segurança e paz.
A PM tem uma consolidação tão enraizada, que sobrevive às investidas do mal, daqueles que em algum momento tenham a intenção de usá-la indevidamente em benefício próprio. A história sempre nos mostra que o caminho trilhado pela maioria absoluta dos nossos valorosos policiais sempre foi o do comprometimento com os capixabas. A história nos mostra que devemos preservar a nossa essência, aquilo que de verdade nos “sustentou” até hoje e nos faz forte: nossas tradições, princípios e valores.
Do alto comando da PM ao aluno soldado cabe atuar com diligência, como guardião e difusor dos valores institucionais, pela força do próprio exemplo. Cabe também estar sempre buscando a evolução e a valorização, mas com a clareza de que os reais interesses da PM e a responsabilidade devem iluminar o caminho.
Como bem delineado pelo filósofo irlandês Edmund Burke, “a única coisa necessária para o triunfo do mal é que os homens bons não façam nada.” A PM capixaba é orgulho para o nosso Estado, acolhe os filhos do Espírito Santo em seus seguros quadros, forjando-os para o combate, espalhando para cada canto mulheres e homens do bem, prontos para não deixarem o mal triunfar.
É por tudo isto que a Polícia Militar do Espírito Santo é patrimônio do povo capixaba, que deseja uma instituição que trilhe o caminho da valorização do trabalho e da meritocracia das pessoas, em consonância com a força e a pujança do Espírito Santo. Obrigado e parabéns, PMES! Que venha o bicentenário alicerçado por suas tradições e valores: disciplina, ética, hierarquia, interesse público, legalidade e promoção dos direitos humanos.
*Este texto não traduz, necessariamente, a opinião de A Gazeta

Nylton Rodrigues

Foi secretário estadual de segurança pública e comandante geral da polícia militar. É especialista em Segurança Pública pela Ufes. Neste espaço, produz reflexões sobre políticas públicas para garantir a segurança da população

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