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Rose de Freitas, principal rival de Magno, vira alvo em ato bolsonarista

Senadora tenta a reeleição. Ex-senador, que tem o apoio do presidente da República, quer voltar a ter mandato

Vitória
Publicado em 07/09/2022 às 18h15
Ato de 7 de Setembro  na Praça do Papa, em Vitória
Ato de 7 de Setembro na Praça do Papa, em Vitória. Crédito: Letícia Gonçalves

A senadora Rose de Freitas (MDB), que lidera a disputa pelo Senado, empatada com o ex-senador Magno Malta (PL), foi um dos principais alvos do ato de Sete de Setembro realizado na Praça do Papa, em Vitória, nesta quarta-feira.

Teoricamente, a manifestação era alusiva ao bicentenário da Independência do Brasil, data que foi lembrada. Mas o protagonismo, para surpresa de ninguém, ficou por conta de outro evento do calendário, as eleições de 2022, marcadas para 2 de outubro.

Os locutores que bradavam gritos de apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PL) de cima de um trio postado nas proximidades da Cruz do Papa por diversas vezes voltaram a metralhadora verbal para a emedebista.

"Fora, Rose de Freitas. Fora, Casagrande", foram palavras repetida quase à exaustão, por diversos oradores.

O governador Renato Casagrande (PSB), outro candidato à reeleição, também foi mencionado muitas vezes, de forma nada elogiosa. O mesmo vale para o ex-presidente Lula (PT), arquirrival de Bolsonaro.

O socialista e o petista são alvos recorrentes dos apoiadores do presidente. Rose também já sofreu rechaço, mas nada como agora:

- "Rose de Freitas não. Risca esse nome do mapa."

- "Lula é ladrão, é presidiário, igual ao irmão da Rose de Freitas."

- "Fora, Casagrande. Fora, Rose, viva a direita, viva o conservador."

- "Quem tá aqui não pode votar no Casagrande e na Rose."

- "Livramos o porto (de Vitória) das mãos de Rose de Freitas."

- "Rose de Freitas? Pergunta onde está preso o irmão dela. Tava roubando a Codesa."

A menção é à Operação Corsários,  da Polícia Federal, que investigou Rose e desvios na Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa). Um irmão da senadora foi preso na ocasião, em maio de 2021. Ele foi solto dias depois.

Rose sempre negou qualquer desvio e se mostra indignada ao tratar do assunto. 

"Confio no restabelecimento da verdade e na apuração das possíveis motivações que ensejaram tamanha agressão. Identifico claramente uma tentativa de desabonar minha honra e dignidade. Não cederei a pressões de qualquer natureza, venham de onde vierem”, afirmou a parlamentar, em nota oficial, ainda em maio do ano passado.

De acordo com pesquisa Ipec publicada no último dia 2, a emedebista tem 27% das intenções estimuladas de voto para o Senado. Magno Malta também tem 27%.

No ato na Praça do Papa nesta quarta, o ex-senador não foi citado diretamente. 

Mas, para quem sabe ler, muitos pingos são letras. "Vamos colocar ele lá (no Senado) de volta. Todo mundo sabe quem é nosso candidato ao governo e (o nosso candidato) ao Senado", disse um dos oradores, no trio, ao público.

Magno é aliado de primeira hora e correligionário de Bolsonaro. Até exibiu um vídeo de apoio do presidente da República na TV, no horário eleitoral gratuito.

Em 2018, o então parlamentar tentou se reeleger, mas perdeu a cadeira após 16 anos ininterruptos como senador da República.

Apesar de o ex-senador e Rose liderarem as intenções de voto a menos de um mês da eleição, a vitória de um ou de outra não está nada garantida.

Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são informados aos entrevistados, 75% disseram que não sabem em quem votar.

O voto para o Senado, tradicionalmente, é decidido na última hora.

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