O PP, partido do Centrão que, tradicionalmente, libera os diretórios estaduais para formar alianças como bem entender, decidiu, nesta terça-feira (2), proibir coligações com o PT em todo o país.
"O Diretório Nacional do Progressistas informa que a sigla não irá fazer coligação com o Partido dos Trabalhadores em nenhum Estado brasileiro. O PP oficializou, por meio de convenção nacional, coligação com o PL e apoio à reeleição do presidente Jair Bolsonaro", informa
nota divulgada pela direção nacional do PP publicada por "O Globo".
A coluna falou com o presidente estadual da legenda, Marcus Vicente, ex-secretário de Saneamento e Habitação de Casagrande, na noite desta terça e ele disse que ainda não sabia da novidade.
"Isso (a coligação com o partido do governador e demais aliados) está fechado aqui", lembrou, após uma pausa para processar a informação.
O secretário-geral do PP no estado, Marcos Delmaestro, que foi à convenção do União Brasil, do deputado federal Felipe Rigoni, na noite desta terça, foi informado lá pela reportagem de A Gazeta sobre a decisão nacional do Progressistas.
O presidente estadual do PSB, Alberto Gavini, também foi informado pela coluna sobre a reviravolta capitaneada pelo PP nacional.
Ele ressaltou que já enviou a ata da convenção, especificando a formação da coligação, para a Justiça Eleitoral.
"A coligação já está feita, assinada, já mandei a ata para o cartório ontem (segunda-feira, dia 1º). Tem dez partidos coligados, entre eles o PP. Isso foi aprovado na convenção deles e na nossa", rafificou.
"Mas vamos tratar no campo político e se, preciso, no campo jurídico", adiantou Gavini.
O PP está ao lado de Casagrande no Espírito Santo há anos.
A convenção estadual do PP deixou em aberto, até o próximo dia 15, prazo para registro de candidaturas, justamente o posicionamento da sigla quanto à corrida pelo Senado.