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Pazolini pede férias à Polícia Civil. Entenda por que isso é um forte sinal eleitoral

Prefeito tem que renunciar ao mandato para disputar o pleito de 2026. Mas, sem as férias, voltaria a trabalhar como delegado quase imediatamente

Vitória
Publicado em 19/01/2026 às 18h48
Lorenzo Pazolini presta contas na Câmara de Vitória
O prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini. Crédito: Reprodução/Câmara de Vitória

Para ser candidato ao governo do Espírito Santo, o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), tem que renunciar ao mandato até o dia 4 de abril, prazo de desincompatibilização determinado pela legislação eleitoral.

A partir daí, dedicaria-se integralmente à pré-campanha. Só que Pazolini é delegado licenciado da Polícia Civil, licença concedida justamente devido ao fato de ele ser prefeito. Fora do cargo no Executivo municipal, Pazolini teria que voltar quase imediatamente à função na polícia.

Nesta segunda-feira (19), entretanto, o prefeito pediu férias à PC, a começar em 6 de abril, o primeiro dia útil após o prazo de desincompatibilização. Servidores estaduais com mais de dez anos de carreira têm direito a três meses de férias prêmio, justamente as solicitadas por Pazolini.

Ele é delegado desde 2007 e está licenciado para exercício de mandatos eletivos desde fevereiro de 2019, quando começou a atuar como deputado estadual.

A coluna teve acesso ao ofício enviado ao departamento de recursos humanos da Polícia Civil. A comunicação de férias prêmio registra o início do período de gozo em 06/04/2026, com duração de 90 dias.

O pedido foi feito desde já, conforme a coluna apurou, para evitar qualquer atraso burocrático na concessão do pedido. Do contrário, Pazolini teria que se apresentar à PC logo após renunciar ao mandato de prefeito e poderia ser designado para atuar em qualquer delegacia do estado, isso em meio ao período pré-eleitoral.

Embora o prefeito de Vitória tenha ressaltado à coluna, em dezembro, que "nunca disse" ser pré-candidato ao Palácio Anchieta, todos os movimentos dele são típicos de um pré-candidato.

O pedido de férias prêmio é mais um sinal inequívoco da intenção de participar do pleito de 2026.

Ele não precisaria tirar férias se fosse continuar à frente da Prefeitura de Vitória no início de abril, pois manteria-se como delegado licenciado.

Podemos concluir, então, que Pazolini está determinado a abrir mão da chefia do Executivo municipal e enfrentar as urnas.

Não chega a ser uma surpresa. O prefeito se porta como pré-candidato ao menos desde janeiro de 2025, quando começou a percorrer municípios do interior do estado.

Publicamente, em entrevistas, por exemplo, Pazolini mostra-se comedido e delega as articulações político-eleitorais para o presidente estadual do Republicanos, Erick Musso. Mas já está com os dois pés na pré-campanha.

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