O deputado federal Paulo Folletto (PSB) não vai disputar a reeleição em 2026. Aliás, a intenção dele é não concorrer mais a nenhum cargo público. A decisão foi comunicada ao presidente estadual do PSB, Alberto Gavini, na quarta-feira (14). O governador Renato Casagrande (PSB) soube antes.
Folletto está no quarto mandato consecutivo na Câmara dos Deputados e, até então, constava como integrante da chapa de pré-candidatos do partido. Agora, vai ter que ser substituído.
"Disputa eleitoral parou. Tenho 24 anos de mandatos e disputas eleitorais, nesse período tivemos muitos avanços no Espírito Santo, mas o cenário nacional me deixa desanimado, o povo está cansado e as coisas não mudam", afirmou o parlamentar à coluna, nesta quinta (15).
"É escândalo do INSS, é Banco Master, é o Judiciário anulando a Operação Lava Jato... Vou fazer 70 anos no ano que vem e estou cansado"
Além dos motivos elencados mais objetivamente, Folletto mencionou alguns problemas internos no PSB que o levaram a desistir de entrar na corrida de 2026.
"Não fiquei muito satisfeito com a forma como estão sendo conduzidas as candidaturas, a chapa é pouco ouvida. Com quatro mandatos, contribuí muito com o partido e não recebo a valorização devida"
"Pensei até em sair do PSB um tempo atrás, mas a base do partido gosta muito de mim. São 34 anos de filiação, não iriam nem acreditar. Então decidi ficar."
O deputado vai integrar a comissão eleitoral da sigla e ajudar nas eleições, mas apenas nos bastidores.
Outro fator que contribuiu para a decisão de não disputar, diretamente, mais pleitos eleitorais foram questões de saúde.
Folletto já foi submetido a quatro cirurgias, não tem sensibilidade na perna esquerda e passou por outros problemas recentemente, algo que atrapalha, por exemplo, a locomoção inerente a uma campanha eleitoral.
"A última campanha (2022) já foi bastante difícil. Eu conseguiria novamente, pois sou bastante resiliente à dor, mas isso contribuiu para a minha decisão, sim"
E AGORA?
Pelas contas do próprio Folletto, o PSB vai precisar de um substituto na chapa de candidatos a deputado federal que tenha, no mínimo, 40 mil ou 50 mil votos. É tarefa árdua no Espírito Santo, mas o próprio deputado deve ajudar, na comissão eleitoral, a encontrar uma solução.
Ele tem base eleitoral em Colatina e, na cidade, pretende apoiar a eleição do vereador Claudinei Costa (PSB) para deputado estadual.
"Vou apoiar também a eleição do Renato (Casagrande), ao Senado e do Ricardo (Ferraço, ao governo). Não vou sumir", garantiu.
"Mas a ideia é eu, pessoalmente, não disputar mais nada, a não ser que aconteça uma hecatombe no futuro. Tratei disso com minha família no Natal, meus filhos ficaram felizes."
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