Um adendo: 28% dos entrevistados na pesquisa gostariam que o futuro governador fosse aliado de Lula.
Isso não é possível, já que nem Pazolini nem Ricardo atendem a esse requisito.
O PT teve candidato ao Palácio Anchieta, o deputado federal Helder Salomão, que ficou em terceiro lugar, com 15,32% dos votos (323.483).
A orientação do Partido dos Trabalhadores é não votar no candidato apoiado por Flávio. É uma espécie de "não-voto" em Pazolini, sem encorajar o voto nulo ou a abstenção, o que, indiretamente, favorece Ricardo.
O fortalecimento da associação entre o republicano e o candidato do PL à Presidência deve afastar ainda mais os eleitores do PT do palanque do ex-prefeito.
Então, é uma faca de dois gumes, mas o percentual dos eleitores pró-Flávio é maior que o dos pró-Lula, uma conta que a campanha de Pazolini certamente já fez.
A VANTAGEM DE PAZOLINI
De qualquer forma, os percentuais de intenção de voto registrados pela pesquisa Quaest de quarta-feira indicam que Ricardo até reagiu, mas não o suficiente para virar o jogo.
O ex-prefeito de Vitória segue com uma vantagem significativa na corrida.
As intenções estimuladas de voto são de 47% para Pazolini e 38% para Ricardo.
Um cálculo de votos válidos, feito pela coluna e não pela Quaest, mostra que Pazolini tem 55,29% e Ricardo, 44,71%.
A conta para se chegar à projeção de votos válidos foi feita excluindo votos brancos, nulos, indecisos e quem não pretende ir às urnas.