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Letícia Gonçalves

Ricardo muda pontualmente o discurso e diz que não está atrás de "like"

E mais: um novo integrante chegou para reforçar a campanha do emedebista no 2º turno

Publicado em 13 de Outubro de 2026 às 14:00

Públicado em 

13 out 2026 às 14:00
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves Letícia Gonçalves
O candidato ao governo do Espírito Santo, Ricardo Ferraço, compareceu ao debate, mas Lorenzo Pazolini não
Ricardo Ferraço durante entrevista concedida a A Gazeta e CBN Vitória, nesta terça-feira (13) Fernando Madeira
A 12 dias da votação do segundo turno da disputa pelo governo do Espírito Santo, Ricardo Ferraço (MDB), que tenta a reeleição, mudou pontualmente o discurso. Ele saiu das urnas no último dia 4 com quase 16 pontos a menos que o adversário, o ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos).

Logo, precisava mesmo mudar alguma coisa na estratégia da campanha em relação à primeira etapa do pleito.

Em entrevista concedida à Rádio CBN Vitória e a A Gazeta nesta terça-feira (13), o emedebista foi mais incisivo contra Pazolini e fez, pela primeira vez, um discreto mea culpa.

Disse, por exemplo, não estar atrás de "likes" e admitiu que talvez não tenha "a mesma simpatia" e "a mesma performance nas redes sociais" que o concorrente. 

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"Mas quem quer ser governador tem que ter foco no trabalho, na capacidade de gestão, na capacidade de diálogo", argumentou Ricardo.

Ele aproveitou para criticar a ausência do republicano, afinal, o plano original era que houvesse um debate entre os dois candidatos ao Palácio Anchieta, mas Pazolini optou por não participar.

O ex-prefeito foi chamado de "arrogante" pelo governador. Nas redes sociais de Ricardo, o carimbo foi de que Pazolini "fugiu".

Esses apontamentos, porém, eram esperados e certamente já estavam "precificados" na estratégia do ex-prefeito.

O republicano saiu fortalecido das urnas e, provavelmente, decidiu administrar a vantagem expondo-se menos, ao passo que Ricardo tem que acelerar as agendas para tentar virar o jogo até o próximo dia 25.

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A novidade no discurso de Ricardo Ferraço no 2º turno

Na segunda-feira seguinte à votação no primeiro turno, em entrevista coletiva, Ricardo Ferraço avaliou que a vantagem obtida por Pazolini nas urnas ocorreu porque houve "a nacionalização" da decisão do voto dos eleitores. 

Não dissertou mais detalhadamente sobre isso e tampouco reconheceu eventuais erros da própria campanha.

Nesta terça, ele foi mais direto:

No primeiro turno, com todo respeito, muita gente votou para governador achando que votando assim ou assado ia resolver o futuro do Supremo Tribunal Federal e os seus excessos

Ricardo Ferraço (MDB) Governador do ES e candidato à reeleição


"Neste segundo turno, é o candidato e a população, falando de suas propostas, de suas ideias, para além de manter o Espírito Santo nesse mesmo rumo, ampliar e avançar ainda mais."

REFORÇO NA CAMPANHA

As mudanças no discurso de Ricardo ocorrem dois dias depois da chegada de um reforço na equipe de campanha do governador.

Trata-se do publicitário Renato Quaresma, da Ampla. A empresa tem sede em Natal, no Rio Grande do Norte.

"Chegou agora para nos ajudar nessa reflexão de segundo turno", definiu Ricardo.

Quaresma, em entrevista à coluna e ao também colunista Vitor Vogas, afirmou que o objetivo é mostrar ao eleitor "a escolha entre avançar e seguir nesse rumo certo ou correr o risco de um retrocesso".

A equipe que atuou no primeiro turno da campanha do emedebista permanece. 

O publicitário fez questão de ressaltar que não vai protagonizar o projeto ou substituir os atuais maestros da estratégia de Ricardo.

"A gente veio aqui muito mais para dar um suporte. A equipe que está atuando aqui é a mesma, é importante deixar isso claro. Nós não trouxemos uma equipe, viemos para dar uma orientação estratégica".

Renato Quaresma atuou, no primeiro turno, como um dos integrantes da equipe de JHC, João Henrique Caldas, do MDB, em Alagoas.

JHC foi eleito governador já no primeiro turno, com 52,20% dos votos.

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Letícia Gonçalves

Letícia Gonçalves Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.

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