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Letícia Gonçalves

"Não me preparei": o desempenho tímido de Manato nas urnas em 2026

Ex-deputado federal chegou ao 2º turno da disputa pelo governo do ES em 2022. Agora, recebeu 17 mil votos para deputado federal

Publicado em 09 de Outubro de 2026 às 05:00

Públicado em 

09 out 2026 às 05:00
Letícia Gonçalves

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Erick Musso, Carlos Manato e Lorenzo Pazolini
Erick Musso, Carlos Manato e Lorenzo Pazolini em março, quando da filiação do ex-deputado federal ao Republicanos Divulgação
Em 2022 o ex-deputado federal Carlos Manato (na época, filiado ao PL) deu trabalho para o então governador Renato Casagrande (PSB). Conquistou 800.598 votos e levou a disputa pelo Palácio Anchieta para o segundo turno, o que não acontecia desde 1994. O socialista foi o mais votado na primeira etapa do pleito e, na segunda, superou o candidato do PL outra vez.

Manato saiu do pleito com um capital político respeitável, apesar de o desempenho dele ter sido creditado quase exclusivamente à onda bolsonarista que embalou Jair Bolsonaro no estado. 

Quatro anos depois, entretanto, o ex-parlamentar apareceu nas urnas novamente e teve um resultado tímido, para dizer o mínimo. 


Em 2026 Manato recebeu 17.808 votos como candidato a deputado federal. Para se ter uma ideia, o eleito com menos votos foi Lucas, "o federal da direita", escolhido por 43.973 eleitores.

Desde março, Manato está filiado ao Republicanos, partido do ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini. Inicialmente, tentou se candidatar ao Senado, mas a sigla decidiu lançar o deputado federal Evair de Melo para o cargo. Evair, aliás, foi eleito. 

Quem concorreria a uma vaga na Câmara seria Soraya Manato, esposa do ex-deputado. Ela, porém, desistiu da empreitada e foi substituída pelo marido.

"Tive um problema familiar, Soraya não quis ser candidata, para cuidar do neto. Minha entrada para deputado federal não foi boa. O partido contava com a Soraya para a distribuição da verba (do fundo eleitoral). O quantitativo de verba que iria para a Soraya não veio para mim, porque é diferente a divisão de recursos entre homens e mulheres", afirmou Manato.

De acordo com dados do DivulgaCand, site oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Manato contou com quase R$ 1 milhão, mais precisamente R$ 926.148,33, para fazer campanha. 

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Coronel Ramalho, o único deputado federal eleito pela legenda, teve uma receita de R$ 1.242.815,00.


Manato não culpa o Republicanos pelo resultado nas urnas. Pelo contrário:

"Não me preparei para ser candidato a deputado federal, o partido fez a parte dele. A Soraya não ter disputado foi muito ruim, eu deveria ter pressionado ela".

Depois, percebi que mesmo que eu tivesse 50 mil votos nós (o Republicanos) não faríamos dois deputados federais. Vi que eu não tinha chance e desanimei

Carlos Manato (Republicanos) Ex-deputado federal

Ele ainda completou que, em 2026, "houve um fenômeno que ninguém esperava", em referência a Lucas Polese, candidato do PL a deputado federal que alcançou a impressionante marca de 419.735 votos. "Quase todo mundo da direita votou nele, não sobrou para ninguém".


Manato diz estar feliz com o resultado de Pazolini na disputa pelo governo estadual e que vai continuar trabalhando em prol do aliado no segundo turno, sem compromisso de eventualmente assumir um cargo na gestão.

O ex-deputado pretende continuar se dedicando à iniciativa privada. Ele tem uma pousada e um cerimonial em Pedra Azul.

ERICK MUSSO

Registrei aqui os valores que Manato e Ramalho tiveram nas respectivas campanhas na corrida por uma vaga na Câmara dos Deputados.

Quem mais recebeu recursos do Republicanos, contudo, foi o presidente estadual da sigla, Erick Musso: R$ 2.355.998,33.

Erick foi o segundo candidato a deputado federal mais votado da sigla, com 53.726 votos. Coronel Ramalho teve 60.085.

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Letícia Gonçalves

Letícia Gonçalves Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.

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