Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Letícia Gonçalves

Em números, o que Ricardo precisa para poder virar o jogo no 2º turno

Mesmo se todos os 323.483 votos destinados a Helder Salomão (PT) no 1º turno migrassem para o emedebista, isso não seria suficiente

Publicado em 05 de Outubro de 2026 às 11:44

Públicado em 

05 out 2026 às 11:44
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves Letícia Gonçalves
Debate CBN e A Gazeta com os candidatos ao governo do ES, Lorenzo Pazolini, Helder Salomão e Ricardo Ferraço
Ricardo Ferraço durante debate realizado por A Gazeta e CBN no primeiro turno das eleições de 2026 Fernando Madeira
O ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos) foi o candidato mais votado ao governo do Espírito Santo no primeiro turno. Abriu 15,59 pontos percentuais de vantagem sobre o governador Ricardo Ferraço (MDB).

Como o emedebista liderou as intenções de voto durante quase toda a campanha, o resultado das urnas no domingo (4) foi um grande banho de água fria. 

Ricardo pode virar o jogo na segunda etapa do pleito, marcada para 25 de outubro. Só que a empreitada é árdua.

Pazolini recebeu 1.048.633 votos no primeiro turno e Ricardo, 719.397. A distância que os separa, portanto, é de 329.236 votos.


Se todos os votos dados a Pazolini no primeiro turno se repetirem no segundo e o ex-prefeito não conquistar mais nenhum eleitor, Ricardo vai precisar de ao menos mais 329.237 votos para vencer.

Isso, claro, também se o governador não perder nenhum voto entre um turno e outro.

329.236

É a quantidade de votos a mais que Pazolini recebeu em comparação a Ricardo


PETISTAS SÃO PEÇAS-CHAVE

O terceiro colocado na corrida pelo Palácio Anchieta foi o deputado federal Helder Salomão (PT), escolhido por 323.483 eleitores.

Os simpatizantes do petista serão peças-chave na segunda etapa da eleição.

Mesmo se todos eles decidissem votar em Ricardo, porém, isso não seria suficiente para uma virada.

Faltariam 5.754 votos.

O emedebista poderia buscar essa diferença entre os que optaram pelos nanicos Breno Barcelos (Missão) e Rafael Demuner (UP). Eles receberam 17.988 e 2.670 votos respectivamente.

Há ainda a possibilidade de que pessoas que não votaram no primeiro turno compareçam às urnas no dia 25. E escolham Ricardo.

Notem que são muitas variáveis, muitos "se".

Veja Também 

Na escola Ilha Novo Mundo, o candidato chegou na escola por volta das 8h30 da manhã.

Com a máquina na mão e o apoio de Casagrande, por que Ricardo ficou para trás?

Renato Casagrande comemora sua vitória ao Senado

“Tá pensando que acabou?” A nova maratona eleitoral de Casagrande

Ao todo, 638.972 eleitores do Espírito Santo (21,39%) não compareceram às urnas no domingo. O índice é o maior em eleições gerais no estado desde 2002.

É possível que parte deles sinta um súbito ânimo de aparecer para votar no segundo turno? Sim. 

Mas também pode haver uma abstenção maior ainda. Ou seja, não dá para contar com essas pessoas.

HISTÓRICO

O Espírito Santo não tem um grande histórico de ocorrência de segundo turno em eleições para o governo estadual.

No passado, isso ocorreu em 1994 e apenas 28 anos depois, em 2022. 

Nas duas ocasiões, o candidato mais votado no primeiro turno ganhou no segundo.

Em 94, Vitor Buaiz (PT) levou a melhor sobre Cabo Camata (PSD).

Buaiz, no primeiro turno, teve 46,63% dos votos; no segundo, 55,49%.

Em 2022, Renato Casagrande (PSB) derrotou Carlos Manato (PL).

O socialista saiu das urnas no primeiro turno com 46,94% dos votos; no segundo, teve 53,80%.

No domingo, Pazolini quase venceu Ricardo de uma vez, ficou com 49,65%. 

Para encerrar o pleito no primeiro turno, um candidato tem que ter 50% dos votos mais um voto.

Ricardo, por sua vez, alcançou 34,06%.


Mais colunas de Letícia Gonçalves

Quaest: Direita não bolsonarista e católicos impulsionam Pazolini na reta final

Os bastidores, a troca de farpas e quem se saiu melhor no debate da TV Gazeta

A guerra pela "paz" entre os candidatos ao governo do ES

Quem é "o federal" de cada prefeito da Grande Vitória nas eleições 2026

Desembargadora do ES vira ré no STJ por ofensas em grupo de WhatsApp

Letícia Gonçalves

Letícia Gonçalves Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Cardápio proteico: 5 receitas ricas em proteínas para o almoço e o jantar da semana
Imagem de destaque
5 orações para celebrar o Dia de São Benedito com fé
Imagem de destaque
Lula x Flávio no 2º turno: para onde vão os votos de Cury, Renan e Caiado?

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados