Na véspera da votação no primeiro turno, pesquisa Quaest contratada pela TV Gazeta mostra uma corrida eletrizante pelo governo do Espírito Santo. Ainda há empate técnico entre o governador Ricardo Ferraço (MDB) e o ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos), mas a vantagem numérica se inverteu.
No levantamento publicado em 25 de setembro, era o emedebista que estava à frente, com 33% das intenções de voto, ao passo que Pazolini tinha 31%. Agora, o republicano aparece com 34% e Ricardo, com 31%.
Pela letra fria da lei, Pazolini "virou".
A Quaest fez o cálculo dos votos válidos (descontados brancos, nulos e indecisos), que é como a Justiça Eleitoral calcula o resultado.
O empate técnico fica mantido, com o republicano à frente. Pazolini tem 45% e Ricardo, 41%.
A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, ou seja, o extremo da margem é de quatro pontos.
Vamos aqui investigar quais segmentos do eleitorado foram responsáveis por essa virada. Mas também fazer um adendo: não há nada decidido ainda.
Não apenas pelo fato de que quem dá a última palavra são as urnas, mas porque, faltando poucas horas para a votação, 20% dos entrevistados disseram que podem mudar o voto.
Como a distância entre os candidatos não é elástica, muito ao contrário, uma leve oscilação já pode fazer a diferença.
Mas o fato é que a curva de crescimento de Pazolini chama a atenção, principalmente se observarmos, ponto a ponto, as pesquisas de 27 de agosto, 25 de setembro e 3 de outubro:
Esse movimento é até mais relevante que os percentuais em si.
A DIREITA NÃO BOLSONARISTA
Em todos os cruzamentos de dados feitos pela Quaest, Pazolini cresceu ou ficou estável
Alguns segmentos, entretanto, merecem destaque.
O ex-prefeito ascendeu, principalmente, entre os eleitores que se identificam como "direita não bolsonarista".