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Letícia Gonçalves

“Tá pensando que acabou?” A nova maratona eleitoral de Casagrande

Eleito senador, ex-governador terá que suar para tentar virar o jogo para Ricardo Ferraço no segundo turno

Publicado em 05 de Outubro de 2026 às 07:00

Públicado em 

05 out 2026 às 07:00
Letícia Gonçalves

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Letícia Gonçalves Letícia Gonçalves
Renato Casagrande comemora sua vitória ao Senado
Renato Casagrande comemora vitória ao Senado Rodrigo Gavini

O ex-governador Renato Casagrande (PSB) foi o candidato mais votado ao Senado pelo Espírito Santo em 2026 e está com a vaga em Brasília garantida. Nesse ponto, as projeções dos institutos de pesquisa e as especulações nos bastidores se confirmaram.


Já o favoritismo incontestável do socialista… não exatamente. Casagrande nunca cantou vitória antes da hora, sempre observou que, principalmente na disputa para o cargo de senador, reviravoltas acontecem.


E quase aconteceu. A eleição do ex-governador nunca esteve ameaçada durante a apuração no domingo (4), mas por pouco ele não foi superado no pódio por outro eleito, Evair de Melo (Republicanos).


Casagrande recebeu 995.361 votos (24,70%). Evair, 982.978 (24,39%).


Mesmo se o republicano tivesse ultrapassado o socialista por um triz, nada mudaria na prática, afinal havia duas vagas para o Senado. 


Os números e percentuais servem apenas para situar o tamanho eleitoral de cada um.


Na minha avaliação, é mais mérito para Evair do que demérito para Casagrande.


O resultado da corrida pelo governo estadual, entretanto, é outra história.


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O ex-governador apostou todas as fichas no governador Ricardo Ferraço (MDB) e é o principal fiador da candidatura do emedebista.


Uma eventual vitória de Ricardo é uma vitória de Casagrande. Uma eventual derrota, idem.


No momento, Ricardo está numa situação delicada. Por pouco não foi derrotado pelo ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos) já no primeiro turno.


Passou para a segunda etapa do pleito com 15,59 pontos percentuais atrás do adversário. Reverter isso vai ser difícil.


Casagrande, que foi figura central na campanha do aliado no primeiro turno, vai ter que suar muito mais agora.


Como diz o jingle do próprio Casagrande, “Tá pensando que acabou? Acabou nada”.


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Apesar da vitória do socialista nas urnas, o clima no comitê dele após a apuração dos resultados do primeiro turno não foi de muita festa.


Justamente porque o resultado de Ricardo nas urnas não inspirou comemorações.


“CIÚME DE VOCÊ”


Agora, um adendo curioso: no dia 8 de setembro, registrei na coluna que alguns aliados do ex-governador estavam descontentes com o suposto favorecimento dele a determinados candidatos a deputado federal.


O descontentamento, nos bastidores, era evidente por parte dos deputados federais Gilson Daniel (Podemos) e Da Vitória (PP) e do deputado estadual Marcelo Santos (União Brasil).


Em represália, Gilson e Da Vitória notadamente soltaram a mão de Casagrande durante a campanha e trabalharam por outro candidato a senador… Evair.


O republicano está na coligação adversária, na chapa liderada por Pazolini.


Gilson e Da Vitória são presidentes estaduais de partidos que compõem a aliança de Ricardo e Casagrande. Mas isso não os impediu.


Evair é deputado federal, assim como Gilson e Da Vitória. Este, aliás, tem laços estreitos com o republicano ao menos desde os tempos em que o agora senador eleito integrava os quadros do PP.


O esforço pró-Evair não foi suficiente para tirar a cadeira de senador de Casagrande, mas passou um recado.


Gilson e Da Vitória foram reeleitos. Marcelo Santos foi eleito deputado federal.


Uma das candidatas à Câmara dos Deputados supostamente favorecidas pelo ex-governador na campanha, a ex-secretária estadual de Governo Emanuela Pedroso (PSB), a Manu, também conseguiu uma cadeira na Câmara.

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Letícia Gonçalves Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.

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