O ex-deputado federal Carlos Manato saiu do PL do senador Magno Malta e se filiou ao Republicanos, partido do prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini. A aproximação entre Manato e Pazolini estava consolidada desde que a esposa do ex-parlamentar, Soraya Manato, passou a integrar a gestão municipal. Soraya assumiu o comando da pasta de Assistência Social em março de 2025.
Manato assinou a ficha de filiação nesta quarta-feira (11). Um evento vai ser realizado no dia 30, em Vitória, para divulgar a filiação. Na mesma data, Soraya vai deixar o comando da secretaria. Ela vai ser candidata a deputada federal, logo, precisa se desincompatibilizar da função por uma obrigação legal.
Manato não ocupa cargo público e é pré-candidato a senador.
"Tenho liberdade no Republicanos para tentar me viabilizar como candidato ao Senado, assim como outros nomes, de outros partidos, estão tentando se viabilizar", afirmou Manato à coluna.
Presidente estadual do Republicanos, Erick Musso diz que o ex-deputado é "um soldado do partido" e "está apto a disputar qualquer cargo". Exceto o de governador, evidentemente, já que, para este posto, o partido já escalou como candidato o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini.
Mas Manato garantiu que é o Senado ou nada:
"Se eu não conseguir me viabilizar, vou apenas trabalhar por Soraya Manato".
"Vai depender de como vou dialogar com a sociedade. Mas ninguém duvida que sou conservador, que sou Bolsonaro e que vou votar no Flávio, eu tenho uma história", completou.
APOIO A PAZOLINI E A FLÁVIO
Manato declarou, desde já, apoio à pré-candidatura de Pazolini ao Palácio Anchieta e a Flávio Bolsonaro (PL) ao Palácio do Planalto.
Não necessariamente o Republicanos vai estar no palanque do filho de Jair Bolsonaro.
"Mas creio que vou ter liberdade de pedir voto para o Flávio. O Tarcísio (governador de São Paulo e filiado ao partido de Pazolini) já fez isso, vou seguir nosso mestre Tarcísio"
Em 2022, Manato apoiou Jair e foi candidato ao governo do Espírito Santo pelo PL. Chegou ao segundo turno, mas foi derrotado por Renato Casagrande (PSB).
Saiu do pleito com um bom capital eleitoral, com 1.006.021 votos.
Mas, de lá para cá, ficou na planície, sem cargo público. E ainda no final de 2022 desentendeu-se com o senador Magno Malta, presidente estadual do PL, devido a divergências sobre dívida de campanha.
A permanência no PL estava praticamente impossibilitada.
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