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Letícia Gonçalves

Nem em Colatina: Meneguelli amarga 3º lugar no próprio reduto na corrida pelo Senado

Em todo o ES, ele foi o 5º colocado. Entenda na coluna o desempenho do deputado estadual nas urnas

Publicado em 06 de Outubro de 2026 às 19:20

Públicado em 

06 out 2026 às 19:20
Letícia Gonçalves

Colunista

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Sérgio Meneguelli votou em Colatina
Sérgio Meneguelli ao votar, no domingo (4), em Colatina Divulgação

Sérgio Meneguelli (PSD) finalmente conseguiu ser candidato ao Senado, objetivo que perseguia ao menos desde 2022. Naquele ano, filiado ao Republicanos, ele foi barrado pelo próprio partido e teve que se conformar em disputar uma vaga na Assembleia Legislativa. Foi o deputado estadual mais votado da história do Espírito Santo. 


Em 2026, após trancos e barrancos e graças ao presidente estadual do PSD, Renzo Vasconcelos, a candidatura ao cargo de senador foi confirmada. 

Durante toda a pré-campanha e boa parte da campanha, Meneguelli afirmou ser vítima do próprio sucesso: "Eles tentam se unir para não deixar eu ser candidato unicamente porque eu tenho condições de ganhar".

Muito foi especulado sobre o real potencial de votos do deputado. Ele chegou, sim, a figurar nas pesquisas de intenção de voto como um nome forte, sem nunca, porém, liderar a corrida ou se desgarrar de um combo de outros candidatos igualmente competitivos.

O resultado das urnas foi revelador: Meneguelli ficou em 5º lugar (em meio a um total de 11 candidatos) e recebeu 301.897 votos.


Para se ter uma ideia, o candidato ao Senado mais votado, Renato Casagrande (PSB), foi escolhido por 995.361 eleitores. Em seguida, aparece o outro senador eleito, Evair de Melo (Republicanos), com 982.978 votos. 

Meneguelli foi superado ainda pela estreante nas urnas Maguinha Malta (PL), que ficou em terceiro lugar (761.722 votos), e pelo senador petista Fabiano Contarato (521.431).

Para não dizer que não teve nenhuma notícia positiva, o deputado estadual ao menos ultrapassou o senador Marcos do Val (Avante) que, na reta final da campanha, fez ataques duros ao candidato do PSD. Do Val já patinava nas pesquisas e obteve um resultado previsível: 167.900 votos (4,17%).

3º LUGAR EM COLATINA

Chama a atenção o fato de que Meneguelli não foi o candidato mais votado ao Senado nem em Colatina, cidade em que foi vereador e prefeito. Lá, ele ficou em 3º lugar, com 22.057 votos (18,20%). 

O campeão em Colatina foi Evair (26,56%), seguido por Maguinha (20,94%). Casagrande teve 17,90%.

Para entender o desempenho de Sérgio Meneguelli em 2026 é preciso, principalmente, levar em conta duas coisas:

1) O mandato dele na Assembleia foi bem apagado. 

2) É uma figura popular nas redes sociais, mas nem todos os seus seguidores são eleitores do Espírito Santo. 

Aliás, no Instagram tem 719 mil fãs, mais que o dobro do número de votos que conquistou.

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Em vídeo publicado na rede social, o parlamentar destacou que fez campanha sem contar com o apoio de outras siglas ou candidatos a deputado do próprio PSD (o partido nem teve chapa de candidatos a deputado federal): "Foi o bloco do eu sozinho".


Ele também lembrou que não usou recursos do fundo eleitoral e, por isso, a campanha contou com pouco dinheiro.

De acordo com o DivulgaCand, site oficial da Justiça Eleitoral com informações sobre as candidaturas, Meneguelli contou com o total de R$ 119.314,96 em receitas (dados atualizados até o último dia 2). 

Tudo veio de doações de pessoas físicas. O próprio Meneguelli colocou R$ 40 mil para jogo.

RENZO MANTEVE O COMBINADO

O presidente estadual do PSD cumpriu a palavra ao garantir a candidatura do correligionário ao Senado. 

Renzo, que é também prefeito de Colatina, até abriu mão de indicar a esposa, Lívia Vasconcelos, como vice de Lorenzo Pazolini (Republicanos) na disputa pelo governo do Espírito Santo justamente porque no palanque do republicano não haveria espaço para Meneguelli.

Se descumprisse o combinado, correria o risco de ter que disputar a Prefeitura de Colatina contra o deputado em 2028. 

Nada impede que o iminente ex-parlamentar faça isso, mas no início de agosto, ao ter a candidatura ao Senado chancelada pelo PSD, Meneguelli garantiu que vai apoiar a reeleição de Renzo.

JÁ PAULO HARTUNG...

Por diversas vezes o deputado estadual disse confiar que contaria com o apoio do ex-governador Paulo Hartung (PSD) para concorrer ao Senado. Hartung, realmente, não o impediu de concorrer, mas escolheu endossar outro nome na corrida.

Aos eleitores, Hartung pediu voto em prol de Evair de Melo. Até gravou um vídeo. Ignorou Meneguelli, seu próprio colega de partido.

E PAZOLINI?

Durante o primeiro turno, o deputado não declarou apoio a nenhum candidato ao Palácio Anchieta. Chegou a afirmar que, se Renzo declarasse voto em Lorenzo Pazolini, ainda que informalmente, também o faria.


A coluna tentou contato com Meneguelli, mas não houve retorno até a publicação deste texto.

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Letícia Gonçalves

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Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.

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